Hemomar realiza captação de medula óssea nos Vinhais

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Cinquenta cadastros diários para doação de medula óssea são necessários para suprir a demanda de pacientes em tratamento de câncer que necessitam de transplante no Maranhão. Para conscientizar a população e esclarecer sobre as principais dúvidas e mitos que existem sobre os procedimentos da doação, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar) realizou, nesta quinta-feira (18), uma campanha para cadastro de novos doadores de medula no Centro de Especialidades Médicas do Vinhais (CEM).

O principal objetivo da campanha é aumentar o índice de doadores para ampliar as chances de doadores compatíveis. O CEM do Vinhais atende mais de 200 pessoas por dia e, devido ao grande fluxo de pessoas, a direção da unidade de saúde aderiu à campanha com a realização de quatro palestras, distribuição de informativos e uma sala de coleta.

Campanha atraiu interessados na doação de medula óssea que puderam fazer os testes de sangue para cadastro no banco de dados do Redome. Foto: Wéllida Nunes
A diretora administrativa do CEM, Carol Hortegal, considera a campanha esclarecedora àqueles que desejam doar, mas ainda desconhecem os procedimentos. “Estamos levando informação correta para possíveis doadores e ajudando a salvar vidas de pessoas que passam meses na fila por um doador compatível. Não é fácil para quem precisa aguardar por um doador. O CEM, ciente da carência de doador no estado e na capital, pediu ao Hemomar a vinda dos profissionais para esta unidade, para que expliquem o que é medula óssea, sua importância para o organismo e sensibilizar os frequentadores do CEM acerca da doação”, informou a diretora.

Além das palestras, assistentes sociais exibiram vídeos e responderam aos questionamentos dos pacientes do CEM. Após este momento educativo, os interessados em doar preencheram um cadastro com informações pessoais que serão enviadas para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome/Inca) e, ainda, retiraram 4 ml de sangue. Após esta etapa, em média dois meses depois do cadastro, os dados do doador ficam disponíveis no Redome. Cada estado faz o seu próprio cadastro, mas todos os dados vão para um único registro nacional do Ministério da Saúde.

Cintia Garcia, assistente social do Hemomar, esclarece que a compatibilidade de medula é determinada pela genética e a chance de encontrar um doador compatível com um paciente é, em média, 1 em 100 mil. Essa espera para doação pode durar meses ou anos. “A dificuldade de achar um doador compatível é muito grande, por isso realizamos diversas campanhas para que as chances de encontrar um doador aumentem. Quando o Redome encontra um paciente compatível, ele entra em contato para colher uma nova amostra de sangue e confirmar a compatibilidade”, explicou Cintia Garcia.

Willame Dourado, 22 anos, realizou seu cadastro na esperança de salvar uma vida. “Sempre tive vontade doar, mas não sabia onde poderia realizar o cadastro, aí soube que hoje o Hemomar estaria aqui, no CEM, para cadastrar doadores e coletar sangue. É importante ajudar o próximo e se a compatibilidade genética der certo, farei a doação para ajudar a quem precisa”, disse.

Doação de medula

Há duas maneiras de se coletar medula óssea. O primeiro modo é a coleta pelo osso da bacia, com uma agulha na região da nádega, o procedimento dura 60 minutos e é feito com anestesia. O doador fica um dia em observação após o término do procedimento.

O segundo modo é a coleta pela veia. O doador toma um remédio durante cinco dias para aumentar a produção de células-tronco. No sexto dia, as veias do doador estão cheias de células-tronco. O sangue pode ser filtrado por uma máquina que retira as células-tronco e devolve o sangue para as veias.

Onde doar

  • No Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão, Rua 5 de janeiro, s/n, no bairro Jordoa. Horários: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Aos sábados somente das 8h às 12h.
  • Mais informações: Disque sangue- 3216-1134.

Requisitos para cadastro de doação

  • Ter idade entre 18 e 55 anos;
  • Boa saúde;
  • Não ter doença incapacitante ou infecciosa.


Vanessa Moreira
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