#EleNão. Manifestação e o vice podem derrubar Bolsonaro

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É inegável, o projeto presidencial mais frágil desta eleição é o de Jair Bolsonaro. Seu partido e aliados patinam nas contendas estaduais. O melhor desempenho é no Rio de Janeiro onde seu filho lidera a disputa para o senado. Em São Paulo, outro rebento deve ter eleição fácil para a Câmara Federal. E só…

Ainda líder nas pesquisas e hospitalizado em São Paulo, o candidato do PSL enfrenta no sábado, em todo o País, manifestações de mulheres com o sugestivo título de #EleNão.

Líder das pesquisas e após o atentado de Juiz de Fora-MG, quando foi esfaqueado, seria improvável a campanha de Bolsonaro fora do segundo turno. Porém, sem tempo na televisão e com a intensa campanha negativa nas redes sociais, ele pode perder preciosos votos com a repercussão dessas manifestações entre as mulheres da periferia.

Com Lula, as mulheres passaram a receber o dinheiro do Bolsa-Família e a fazer a gestão desses recursos. Com todo o machismo, misoginia e as recentes declarações do General Mourão, candidato a vice da sua chapa, seria perfeitamente possível que avós e mães deixem de receber o cartão da política compensatória que agora seria gerido por avós e pais. Será?

O PSDB sofreu em duas eleições seguidas por fazer ataques ao Bolsa-Família. Quem recebia o benefício cravou no PT por vias das dúvidas.

As manifestações de sábado são dos setores médios da sociedade onde Bolsonaro está consolidado. Porém, como as mulheres de renda mais baixa vão interpretar o machismo da campanha do 17, aí é que são elas!

Frederico Luiz
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