Direita destampou o gênio do ódio nesta eleição

Publicidade
Quem assiste a propaganda eleitoral percebe que o PSDB e o PMDB começaram a atacar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Os tucanos batem assim: um no PT e outra na Ferradura. Parece até uma produção do PSTU nos primeiros anos que faziam girar a metralhadora em detrimento da escolha de alvos.

Faltando 11 dias para a eleição de 7 de outubro, ficou muito tarde para a direita clássica e o centro tentarem pendurar o chocalho no pescoço do candidato da extrema-direita. Com o atentado sofrido em Juíz de Fora, Jair Bolsonaro carimbou seu passaporte para o segundo turno pois cristalizou seu eleitorado.

No vale-tudo para impedir o crescimento da candidatura de Lula, o PiG (Partido da igreja imprensa Golpista) destampou a garrafa para que o gênio do ódio pudesse atacar a esquerda e o lulismo.

E o gênio atacou Lula, a tolerância de orientação sexual, o respeito as minorias sociais e tudo que se assemelhava à políticas compensatórias como o bolsa-família ou a cota para negros nas universidades. Restou a esquerda, sozinha, a defesa dos valores democráticos da sociedade.

Agora, vendo seus candidatos patinarem, tentam a todo custo atacar Bolsonaro. Na esperança de algum de seus candidatos possa alcançá-lo. Porque já é certo que Fernando Haddad do PT, com apoio de Lula, estará no segundo turno. E na primeira colocação, graças ao seu excelente desempenho na Região Nordeste.

Até certo ponto, destampar a garrafa é fácil. Difícil é colocar o gênio de volta. A esquerda acerta ao reunir forças para enfrentá-lo. Em vez de empregar a enganação ou o ardil, como fazem Alckmin, Meireles e o PiG. A exemplo do caso da suposta ameaça de morte, de Bolsonaro contra à sua ex-mulher. Ou que o candidato dos neonazistas seja desprovido de qualquer projeto econômico.

O segundo turno de 2018 será tão intenso quanto emocionante.

Frederico Luiz


Advertisemen