Tacla Duran: É a prova de vingança sem limites

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O advogado Rodrigo Tacla Duran afirma que a segunda denúncia contra si feita pela Lava Jato de Curitiba é uma retaliação, uma "prova cabal de vingança sem limites" por parte da força-tarefa, que está sob suspeita desde que ele revelou indícios de fraudes e cobrança de propina em acordos de delação.

Duran já era réu por lavagem de dinheiro por determinação de Sergio Moro. Duran denunciou que um amigo pessoa do juiz, Carlos Zucolotto, cobrou propina para "melhorar" uma proposta de delação que vinha sendo negociada com os procuradores de Curitiba.

No último dia 15, Duran revelou que os procuradores deveriam ter ido à Espanha colher seu depoimento, em início de dezembro, mas desistiram. Dias antes, à CPMI da JBS, Duran havia reafirmado que os sistemas controlados pela Odebrecht foram manipulados pela Lava Jato e perícias indicam que os documentos apresentados para corroborar as delações são uma fraude.

Para Duran, a Lava Jato usa desvirtua a lei para usá-la como arma política. Ele disse que não vai se posicionar sobre a segunda denúncia porque seria "colaborar com esta manobra patrocinada por quem se considera acima da lei". Ele lembrou que Moro deveria remeter seu processo para a Espanha, onde ele tem direito a ser processado por um "juízo neutro e isento".

Leia a nota completa:

Esta é a segunda denúncia do Ministério Público de Curitiba contra mim desde que decidi me defender publicamente, esclarecendo fatos e exibindo evidências até então inexplicavelmente omitidas. É a prova cabal de uma vingança sem limites, onde a lei, desvirtuada, se transforma em arma. Virão muitas outras denúncias, não tenho dúvida, cujo único objetivo é o de me condenar à revelia.

Minha extradição foi negada, mas inexplicavelmente até hoje meu processo, acompanhado das devidas provas, não foi remetido para a Espanha. Permanece em Curitiba, contrariando parecer da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal e ignorando leis e acordos internacionais como os de Mérida e Palermo.

Todos sabem que o fórum adequado para me processar não é Curitiba e, por isso, não me pronunciarei, porque seria colaborar com esta manobra patrocinada por quem se considera acima da lei, menospreza a decisão da Justiça Espanhola e tenta impedir que eu seja processado corretamente por um juízo neutro e isento.

Prestarei todos os esclarecimentos sobre mais esta denúncia as autoridades responsaveis pelas minhas investigacoes na Espanha, apresentarei as pericias complementares de fraude nos sistemas informatico do Meinl Bank Antigua e do serviço de email do sistema Drousys da Odebrecht para que tenham conhecimento pleno de tudo o que está acontecendo, pois este é o foro onde devo me defender.

Madrid 16 de dezembro de 2017.


Jornal GGN
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