Ex-ministro Aldo segue para o PDT

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O ex-ministro dos governos Lula e Dilma, o alagoano que fez carreira em São Paulo, Aldo Rabelo está mesmo com um pé fora do PCdoB. Ele faltou na última reunião do Comitê Central da legenda e sequer justificou a ausência.

Conforme apurou Renato Rovai ainda no mês de maio, "No partido, havia a expectativa de que Aldo aguardasse o Congresso de novembro para decidir sobre a permanência ou saída da legenda, mas dada a crise política, sua decisão pode ser antecipada".

Aldo Rebelo fundou a União da Juventude Socialista, UJS, na década de 1980 do século passado, logo após deixar a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1983, entidade que foi secretário-geral, em 1979 na sua Reconstrução. Aldo é filiado ao PCdoB desde 1977.

Na semana passada, nesta entrevista ao Nocaute, o Blog do Fernando Morais, ele descartou sua entrada no PSB, como previu Renato Rovai.


Nocaute: O Blog do Fernando Morais Vídeo: Youtube

O PDT é o caminho mais natural de Aldo, pelo projeto nacionalista da legenda de Leonel Brizola. PT e PCdoB, atualmente, conforme o próprio ex-ministro, deixam bastante a desejar neste quesito. A decisão é bem ao estilo do saudoso mineiro, Sérgio Miranda, também ex-deputado federal que também trocou o PCdoB pelo PDT.

A justificativa ideológica tem uma matiz política, claro. Desde que a deputada pernambucana Luciana Santos assumiu o comando do PCdoB, Aldo Rebelo não é mais tratado como o expoente paulista da agremiação. A sua opinião conta como um voto que nem os demais.

No PDT, ele terá o comando da agremiação em Sampa, como aconteceu com Sérgio Miranda em Minas Gerais.

Frederico Luiz
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