Os princípios do candidato do PCB

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Entrevista concedida ao jornal O Progresso, Expressão Regional com o candidato a prefeito de Imperatriz Sandro Ricardo.

Por que o candidato Sandro Ricardo quer ser prefeito

Há muitos anos tenho inquietações acerca da política e da política eleitoral não é diferente. Pergunto-me: por que só a classe que detém o capital pode participar ou bancar os pleitos eleitorais disputando o cargo executivo com possibilidade de serem eleitos? 

Por que um trabalhador assalariado não pode se colocar como alternativa junto a classe trabalhadora para lutar ao lado da mesma na busca da construção do poder popular? (Sando Ricardo. O Progresso)

Temos visto que os pleitos eleitorais seguem apenas a lógica do capital: para ganhar as eleições tem que gastar muito dinheiro. Os detentores do capital, depois de eleitos, sempre representarão uma classe. Esta não é a classe trabalhadora, mas sim aquela que oprime e explora os trabalhadores. (Sando Ricardo. O Progresso)
A candidatura a prefeito do Partido Comunista Brasileiro defende uma linha política que pretende representar os interesses dos trabalhadores do campo e da cidade.
Entendemos que o processo eleitoral é para eleger os representantes do povo trabalhador e oprimido, atuando no sentido de solucionar os problemas imediatos e estratégicos, agindo de maneira coletiva e não ficar ostentando os interesses da burguesia e dos corruptos como se percebe nas câmaras de vereadores, prefeituras, assembleias legislativas, governos estaduais, Congresso Nacional e Presidência da República. (Sando Ricardo. O Progresso)
A seguir as ideias centrais que defendemos e os princípios que nos regem para governar Imperatriz.
Sandro Ricardo, candidato a prefeito do PCB. Foto: Reprodução, Blog da Kelly

Dependemos de uma solução nacional para resolver muitos problemas de Imperatriz.

Neste modo capitalista de produção, que é a relação em que os trabalhadores vendem sua força de trabalho ao patrão, temos um ambiente cotidiano de incertezas. Estas tornam-se nítidas quando a crises cíclicas do capital se aprofundam. Nestes momentos os trabalhadores vivem as amarguras do desemprego e da falta de perspectiva. Para o ano de 2017, as dificuldades da classe trabalhadora serão maiores, pois em 2016 os avanços do capital foram imensos. E os avanços que o capital obteve em 2016 demonstra estar em curso um brutal arrocho salarial. A crise torna a burguesia mais agressiva e evidencia de maneira mais clara os projetos do capital, que avança sobre as finanças do Estado, suprime direitos e garantias dos trabalhadores e ataca as liberdades democráticas duramente conquistadas pelos trabalhadores ao longo da história.

A candidatura a prefeito do PCB defende uma linha política que pretende representar os interesses dos trabalhadores do campo e da cidade.

Neste modo capitalista de produção, que é a relação onde os trabalhadores vendem sua força de trabalho ao patrão, temos um ambiente cotidiano de incertezas e quando a crise se aprofunda, vivemos as amarguras do desemprego e da falta de perspectiva.

Hoje não temos dúvidas de que a lógica política e econômica deste sistema são perversas, geradoras de desigualdades sociais que oprimem e exploram a classe trabalhadora.

Não estamos aqui para vender ilusões, prometer asfaltar uma rua aqui ou construir um posto de saúde ali, e depois de eleito dizer que não fez isto ou aquilo porque não tem dinheiro nos cofres públicos.

Fora Temer

Medidas para solucionar os problemas da Educação, Saúde, Saneamento Básico, Moradia dependem da política do Governo Federal. Dessa forma, o centro da nossa luta hoje deve ser o #ForaTemer, entendido como a resistência à ofensiva do capital. Para os grandes empresários o papel de Temer é tirar direitos dos trabalhadores, aumentando a idade para aposentadoria, cortando o auxílio-doença, cortando a aposentadoria por invalidez, terceirizando a contratação do trabalhador, aumentando a jornada de trabalho, reduzindo os salários, aprofundando os cortes nos programas sociais, não assentando os trabalhadores que lutam pela terra e privatizando o que ainda resta de público.

Contra a privatização dos serviços públicos

Em Imperatriz foi importante a mobilização popular para barrar a privatização do serviço de água e esgoto. A atual gestão tinha como objetivo entregar este serviço para uma empresa privada. E o resultado seria o aumento das tarifas que atingiriam principalmente a população de baixa renda. Defendemos que a prefeitura acompanhe com rigor o serviço de água e esgoto fornecido pelo Estado através da Caema, atendendo 100% da população, com qualidade.

Outra mobilização popular importante foi a luta pelo transporte público. Os estudantes, trabalhadores e pessoas com deficiência foram às ruas reivindicar o não aumento das tarifas e qualidade no serviço de transporte público em Imperatriz. A prefeitura deixou quase quatro meses a população sem transporte público, dependendo dos interesses de empresas privadas. Defendemos que o transporte público seja gerido pelo município de forma direta e que os estudantes tenham tarifa zero.

Educação pública, gratuita e de qualidade

Os professores da rede municipal de ensino têm constantemente se mobilizado e recorrido a greves, porque não tem suas reivindicações atendidas pela gestão municipal. No que se refere às escolas do ensino fundamental, a maioria são municipalizadas, isto significa dizer que os prédios são particulares e adaptados para serem escolas. As estruturas desses prédios são precárias, com ambientes inadequados para os estudantes e professores, o que prejudica a qualidade do ensino e da aprendizagem em sala de aula. Defendemos a valorização dos profissionais da educação, garantindo o plano de carreira e salários e a construção adequada de escolas públicas de tempo integral.

Por mais investimentos no SUS.

Os profissionais da saúde pública têm lutado por melhorias nas condições de trabalho e melhores salários. Apoiamos e defendemos integralmente essa luta. O Socorrão funciona em um prédio privado há décadas e na atualidade não oferece condições adequadas para atender ao fluxo de usuários do SUS. Muitos postos de Saúde são casas alugadas e adaptadas, e as condições de funcionamento são precárias: faltam médicos(as), enfermeiros(as), medicamentos, materiais básicos, entre outros. Grande parte da estrutura do sistema de saúde pública de Imperatriz é privatizada. A melhoria do SUS em Imperatriz exige uma luta ampliada por depender da política do Governo Federal. Defendemos uma saúde pública de qualidade. Para alcançar esse objetivo é necessário mobilização popular para exigir mais investimentos públicos no SUS.


Nenhum direito a menos para os trabalhadores

Os trabalhadores nas empresas do comércio de Imperatriz foram ameaçados quando a atual gestão encaminhou um projeto de lei para a câmara de vereadores, propondo ampliação da jornada de trabalho para sábados à tarde, domingos, feriados e dias Santos. Para haver o recuo foi necessário a mobilização e repúdio do conjunto dos trabalhadores a tal atitude arbitraria e inconstitucional. Este tipo de atitude só atende aos interesses dos empresários e atinge frontalmente os interesses dos trabalhadores. Assim, devemos estar sempre alerta para defender os direitos de trabalhadores. Por isso, defendemos nenhum direito a menos da classe trabalhadora.

Terra para quem nela trabalha

Desde 2003, mais de 110 famílias estão acampadas na Estrada do Arroz, lutando por um pedaço de terra para trabalhar. Estão acampados em barracos de palha na beira da estrada, sem água potável, sem energia. É uma situação vergonhosa: o governo agilizou todo apoio, inclusive com financiamentos subsidiados do BNDES, à implantação da mais moderna fábrica de celulose do país e não agiliza o assentamento destes brasileiros que há mais de uma década lutam por uma terra já destinada à reforma agrária. As gestões municipais nada fizeram para apoiar e promoverem melhorias nas condições de vida destas famílias.

Juventude, vamos à luta

A juventude, em especial a trabalhadora, é uma das principais afetadas pela crise que assola o país. A rotatividade e precarização do trabalho, o endividamento para conseguir pagar os estudos, a falta de investimentos no ensino público e a violência provocada pelas políticas de segurança pública do Estado são alguns dos problemas rotineiros na vida dos jovens.

Cresce entre os jovens, cada vez mais, a sensação de insegurança e falta de perspectiva no futuro.

Convocamos a juventude de Imperatriz a unir forças na luta concreta pela educação pública em todos os níveis, combater a discriminação e a violência que atinge especialmente a juventude pobre e negra, contra o desemprego e a precarização do trabalho.

Desmercantilizar a vida

No que tange a cultura, esporte e lazer, o que há até agora em Imperatriz é uma política que não atende de maneira satisfatória os interesses da juventude e da população de forma geral. O que temos são praças sucateadas, falta de espaços de lazer e para prática de esportes e quase zero de investimentos na cultura. Isto impossibilita o pleno desenvolvimento das habilidades da população. A luta da juventude para construir um mundo melhor é decisiva. Apoiamos movimentos com este conteúdo que tem como eixo central a desmercantilização da vida.


Combater os privilégios

O grosso dos investimentos em infraestrutura promovidos pelo município nas gestões até o momento foram voltados para atender as grandes empresas e os bairros ditos nobres. Na periferia onde moram as famílias dos trabalhadores os investimentos são escassos ou inexistentes. Esgotos correm a céu aberto e as condições das vias são precárias. Defendemos uma política de investimentos públicos voltados para atender as reivindicações dos bairros.

Construir o poder popular

Construir o Poder Popular é o centro de nossos objetivos. A classe trabalhadora não consegue se emancipar se não tomar em suas mãos seu próprio destino. Ficar esperando a boa vontade de um parlamentar ou um político eleito para cargo executivo, que em regra geral representam interesses capitalistas, teremos sempre como resultado câmaras de vereadores, assembleias legislativas e congresso nacional como os da atual conjuntura, onde predominam interesses particulares e corrupção.

Poder popular é o povo trabalhador organizado nos locais de moradia, nos locais de trabalho, nos locais de estudo, decidindo sobre as questões de seu interesse, lutando para conquistá-los. Poder Popular é montar uma estrutura de qualidade de vida que interessa ao coletivo dos trabalhadores.

Sandro Ricardo, um lutador pela causa dos trabalhadores

Sandro Ricardo de Oliveira Sousa nasceu em Imperatriz, Estado do Maranhão, em 11 de agosto de 1976, portanto com 40 anos. Casado, trabalhou como lanterneiro, camelô, auxiliar protético, comerciário, professor e hoje é graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Militou no movimento estudantil e há anos milita nos movimentos sociais defendendo os interesses da classe trabalhadora, acreditando que é possível a construção de uma sociedade comunista. Sandro Ricardo é candidato a prefeito de Imperatriz-MA na chapa do PCB 21 - Lutar, criar, Poder Popular!

Zé JK, um trabalhador que defende a causa popular

José Pereira Babosa, conhecido como Zé JK, nasceu em Regeneração, Estado do Piauí, em 20 de abril de 1957, portanto tem 59 anos. Casado, cursou o Magistério, atuou como professor voluntário no programa Brasil Alfabetizado. Foi chefe de depósito no setor de eletrodomésticos, motorista, trabalhou como montador de redes de alta tensão e hoje trabalha como fotógrafo. Mora em Imperatriz desde 1978. Há anos milita nos movimentos sociais buscando a transformação desta sociedade. Acredita que é possível a construção de uma sociedade comunista. Zé JK é candidato a vice-prefeito de Imperatriz-MA nas eleições de 2016 na chapa do PCB 21 - Lutar, criar, Poder Popular!

O Progresso
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