Em janeiro de 2017, explosão alguma a caixas eletrônicos foi registrada

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Investimentos do Governo reforçam as ações de combate a assaltos à bancos e resultam em 237 prisões em 2016

Os investimentos em ações estratégicas, a convocação de novos policiais e o treinamento de grupos específicos dentro da corporação da Polícia, resultaram em 237 prisões de suspeitos de assaltarem bancos no Maranhão em 2016. O número representa 63% a mais do que foi realizado pela polícia em 2015, quando 149 criminosos foram identificados e presos. Já os números de explosões de caixas eletrônicos no interior do estado, reduziu em 18% em 2016, se comparado com o ano de 2015.

“Além de qualificar a tropa para atuar de frente contra este tipo de criminoso que assalta bancos e explodem caixas eletrônicos, o Governo do Maranhão têm investido na compra de novos equipamentos, a exemplo das munições especiais que foram adquiridas e a compra de mais 300 novas viaturas que foram incorporadas em 2016. Com a integração das Polícias e os investimentos nossa intervenção policial tem alcançado bons resultados e continuaremos a intensificar a força tarefa para a identificação e captura dos praticantes de roubos”, pontuou o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela.

“Foi, e, tem sido, um grande investimento do Governo no que se refere à polícia. Desde o ano passado houve um primeiro investimento em relação ao Departamento de Roubo a Banco, localizado na Superintendência de Investigações Criminais (Seic), onde só se investiga casos ocorridos em instituições bancárias. Com o investimento do atual governo, passamos a ter, neste departamento, de um delegado para dois delegados, de um escrivão para dois escrivães e de três investigadores para 12 investigadores”, explicou o delegado e coordenador da Seic, Tiago Bardal ao falar sobre os resultados positivos.

O delegado ressalta, ainda, que assim que o governador Flávio Dino assumiu a gestão, todos os investigadores passaram por treinamento, encontros em Brasília, na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), onde participaram com delegados de todo o Brasil, especializados em investigar roubos.

“Com a investigação especializada, começamos a dar uma resposta mais eficiente, mesmo naqueles casos em que nós não conseguimos evitar o crime. Era uma questão de 48 horas para que a quadrilha já tivesse sido identificada e seus integrantes presos. O que comprovou isso foram as prisões de 2016. O número de explosões aos caixas eletrônicos em 2015 foi de 54, e, em 2016, 44, havendo uma redução. Em síntese, conseguimos aumentar as prisões e baixar o evento de explosões à caixas eletrônicos” complementou o coordenador.

No primeiro mês de 2017, nenhuma explosão a caixas eletrônicos foi registrada. “Isso não ocorre no Maranhão tem uns quatro anos. Desde 2012 não se passa um mês sem ter uma explosão ou uma tentativa. Sempre tem, mas nesse mês de janeiro nós zeramos. Nós tivemos apenas três eventos em janeiro, duas tentativas frustradas de furto (Barreirinhas e Tuntum) e uma consumada, na cidade de Imperatriz. Estamos com 40 dias após o início do ano, mas já temos 35 assaltantes de banco presos. Isso tudo é fruto da investigação especializada”, lembra o Bardal.

Outro operação desenvolvida no Estado que vem zerando a criminalidade é a ‘Operação Maranhão Seguro’, que é colocada em prática com a presença de homens da polícia em áreas próximas às instituições financeiras, que fornecem previamente à polícia informações dos dias dos meses e os locais onde irão ocorrer uma maior movimentação de dinheiro no estado.

Com essas informações, policiais civis e militares, em operação integrada, se deslocam de São Luís para os locais informados pelas agências, aumentando o efetivo dessas regiões. “O que se faz nos locais é o chamado cinturão de segurança. Já temos um ano de operação, o que ajudou muito a reduzir o número de assaltos e o aumento de prisões”, avalia o delegado.

Um terceiro ponto é a integração do departamento de roubo a bancos do Maranhão com outros estados, pois, de acordo com o delegado Tiago Bardal, a maioria das quadrilhas que agem em bancos são interestaduais. “Roubam no Maranhão, fogem para o Pará, roubam no Pará e fogem para o Maranhão. Eles fazem um revezamento nos estados vizinhos. Às vezes o que acontecia era que a mesma quadrilha que nós estávamos investigando, o Pará também estava. Nós tínhamos algumas informações que o Pará não tinha e vice-versa. Então, com a integração que há, hoje, entre o Maranhão, o Pará, o Piauí, o Tocantins e a Bahia, está tendo essa resposta rápida. Com base nas informações, sabendo o tipo de armamento e o modus operandi desses criminosos”, conclui.

Grupamento Especial
Seguindo o fluxo de eficiência e aparelhamento da polícia Civil do Maranhão, o tenente-coronel da Polícia Militar e comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE), Antônio Carlos Sodré, fala da competência e do desempenho, reflexo, também do investimento, nos homens da Polícia Militar do Maranhão.

“O comandante Geral, Coronel Frederico Pereira, criou várias Unidades Táticas das Cidades (UTC), e nós do CPE temos realizado o acompanhamento desse pessoal. As UTCs estão dando suporte em todo o interior do estado e a medida que vamos formando uma UTC, se cria outra para ir treinando e aparelhando outras cidades, no intuito de combater os assaltos a banco e dar uma resposta imediata. Além da UTCs, nós temos, ainda, as equipes do Choque e da Rotam, que também prestam apoio”, conta o comandante do CPE.

Estrategicamente, no intuito de reforçar as ações de combate ao crime organizado no interior do estado, duas equipes, com mais de 60 homens foram treinados e especializados pelo Curso de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar) e atuam nas regiões de Presidente Dutra e Bacabal. Estes policiais foram formados e integram o Comando de Operações de Sobrevivência. Eles possuem habilidades para atuar no campo de inteligência e no combate a assaltos à instituição financeira, além de policiamento ostensivo e incursões com abordagens nas rodovias maranhenses.

O comandante do Policiamento Especializado da PMMA, coronel José Frederico Pereira, explicou que o curso é mais uma ação de qualificação policial oferecida pelo governo Flávio Dino. Segundo ele, o curso é focado em treinamento na área de selva, pois há históricos, como o de fugas após assaltos a bancos, que apontam situação de fuga para essas áreas. “No curso, os alunos aprendem a lidar com explosivos, têm instruções de tiros de precisão e de diversos tipos de salvamento”.

Com o treinamento dos homens do Cosar, em 2016, foram realizadas a apreensão de mais de 80 armas de fogo e recuperação de R$ 85 mil. Foram mais de 4 mil abordagens durante o ano.

Expansão
Em 2017 serão treinadas mais duas turmas pelo Cosar para a expansão de bases nos municípios. O local ainda deve ser sinalizado nos próximos meses, após o resultado do levantamento que está sendo feito pela corporação. O diferencial dos homens treinados no curso é que eles têm uma preparação para atuarem com equipamentos pesados (fuzil e metralhadora) em área rural, justamente onde ocorrem os maiores índices de assaltos a banco. “Esse pessoal tem todo um treinamento para se orientarem na área de selva, de mata e na área rural. Eles tiveram um treinamento com os fuzileiros navais. Eles passam 45 dias em treinamento intenso”, explica Sodré.

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