Espaço interativo conta história de etnias

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Tocar numa tela de touch screen para fazer escavações arqueológicas, mexer no totem da memória para misturar as etnias que originaram a formação do povo maranhense são possibilidades que o visitante tem ao conhecer o Espaço Interativo Lugar de Memória, inaugurado nesta terça-feira (6), no Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (CPHNAMA), casa de cultura ligada à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

Viabilizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão, o espaço dispõe de recursos audiovisuais e interativos e pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 14 às 18h, no Centro Histórico, Rua do Giz, 59, Praia Grande.

A inauguração do espaço interativo faz parte das comemorações de aniversário dos 404 anos de São Luís, celebrado nesta quinta-feira (8). O secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino, parabenizou a equipe do Centro de Pesquisa pelo rico acervo iconográfico e falou das melhorias que serão implantadas nas casas de cultura. “O fortalecimento das casas de cultura é importante para que os maranhenses possam conhecer a sua arte, cultura e história”, frisou.

Além da lousa interativa e do totem da memória, o espaço dispõe de um painel linha do tempo que ilustra a história da cidade desde a fundação até os tempos atuais com São Luís Patrimônio da Humanidade. Outra atração retrata as etnias que deram origem ao povo maranhense por meio dos painéis Maranhão Pré-Colonial, Senhores da Terra (povos indígenas), Exploradores do Novo Mundo (europeus) e Uma Herança de Resistência (negros). Um vídeo também narra a história do Maranhão ao som do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias.

As imagens do Espaço Interativo





Para o diretor do Centro de Pesquisa, o antropólogo Deusdedit Carneiro, a inauguração do espaço interativo é uma celebração ao estado pluriétnico e multicultural que é o Maranhão. “É um trabalho de reconhecimento da diversidade e valorização da memória maranhense”, ressalta.

A arqueóloga do CPHNAMA, Eliane Gaspar, autora do projeto, disse que o espaço é um marco de memória. “Ele fala do ser maranhense e da perpetuação da cidade construída por milhares de anônimos, são histórias e imagens que mostram os elementos formadores da identidade e da cidadania”, destaca.

Agência de Notícias Maranhão
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