Eliane Cantanhêde reza por Temer

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A jornalista Eliane Cantanhêde, que nunca escondeu a sua relação amorosa com a “massa cheirosa” do PSDB, está preocupadíssima com o futuro do Judas Michel Temer. Ela já percebeu que o covil golpista pode naufragar.

Em artigo publicado nesta terça-feira (6) no jornal Estadão, a ex-colunista da Folha explícita os seus temores: “O início do governo efetivo de Michel Temer está mais tumultuado do que já se previa, com pressões vindas do exterior, dos movimentos aliados ao PT, dos analistas políticos e até de Aécio Neves, presidente do principal partido da sua base aliada”. Ela também reclama da divisão e da postura dúbia do PMDB, principalmente da ala liderada por Renan Calheiros, presidente do Senado.


Desconfiada com as leituras otimistas dos atuais ocupantes – ou assaltantes – do Palácio do Planalto, ela teme que as coisas descarrilharem de vez. “Se os palacianos tentam tratar com naturalidade (ou naturalidade forçada) o ‘fora, Temer’, principalmente em São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre e Salvador, a energia do governo parece focada no ajuste e nas reformas. E os maiores problemas no Congresso não partem da oposição, mas dos próprios aliados. A tarefa número um de Temer, ao descer hoje do avião em Brasília, deve ser uma conversinha séria com o seu partido, o PMDB, que nunca tinha assumido de fato a Presidência e ainda não conseguiu assimilar a nova posição”.

Para a jornalista, típica porta-voz do “deus-mercado”, a única saída do covil golpista é acelerar as reformas neoliberais – como a da Previdência. “Temer precisa rapidamente mostrar força política e uma base aliada coesa. Mas Renan e parte do PMDB não chegam a ser tão confiáveis assim e, vira e mexe, lá está o tucano Aécio advertindo que, se Temer não fizer as reformas, babau o apoio. Num momento como esse, com tantos flancos para o governo que se instala, não é exatamente um gesto camarada, solidário”.

Ao final, Eliane Cantanhêde reza pelo sucesso do covil: “Se o governo naufragar, não se salva um, nem PMDB, nem PSDB, nem DEM, nem PPS... O insucesso de Temer seria o insucesso geral. A dúvida é o que, e quem, lucraria com isso. Se é que alguém lucraria”.

Os golpistas estão preocupados! A aventura pode custar caro... inclusive para os barões da mídia e os seus serviçais.

Altamiro Borges
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