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Dilma: "Ficou claro que existem, sim, dois chefes do golpe"

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Presidenta Dilma Rousseff fez duro discurso republicado pela Aldeia
Presidenta Dilma Rousseff fez duro discurso republicado pela Aldeia. Foto: Tijolaço
O discuso da presidenta Dilma Rousseff com o nome dos principais traidores da Pátria, Michel Temer e Eduardo Cunha. Precisa desenhar? Para ouvir o discurso da palavra da Presidenta, aqui.
Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração. Agora conspiram abertamente à luz do dia para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita. Ontem, ficou claro que existem, sim, dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada. Ontem fiquei chocada com a desfaçatez da farda do vazamento. Vazando para eles mesmos. Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a farsa e a traição em curso, não há mais. Há um golpe de estado em andamento”. 
“Não sei direito quem é o chefe e é o vice-chefe. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz, com desvio de poder, o processo de impeachment. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse” 
“Cai a máscara dos conspiradores. O Brasil e a democracia não merecem tamanha farsa. O fato é que os golpistas que se arrogam, a condição de chefe e vice-chefe, do gabinete do golpe, estão tentando montar uma fraude para interromper no Congresso um mandato que me foi conferido pelos brasileiros”. 
“Como acreditar num pacto de salvação ou de unidade nacional, sem sequer uma gota de legitimidade democrática? Como acreditar que haverá sustentação para tal aventura?” 
“Com farsas, fraudes e sem legitimidade ninguém pacifica, ninguém concilia, ninguém constrói unidade para superação de crises. Só as agrava e aprofunda”. 
“Na verdade, trata-se da maior fraude jurídica e política de nossa história. Sem ela, o impeachment sequer seria votado. O relatório da Comissão do Impeachment é o instrumento dessa fraude. O relatório é tão frágil, tão sem fundamento, que chega a confessar que não há indícios ou provas suficientes das irregularidades que tentam me atribuir. Pretendem derrubar, sem provas e sem justificativa jurídica, uma Presidenta eleita por mais de 54 milhões de eleitores”.

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