MA: A hora e a vez dos partidos nacionais

Publicidade
Cineasta Glauber Rocha também dirigiu Maranhão 66. Foto: FM3
Como última herança da República Velha, os partidos políticos sempre tiveram nos estados, o seu centro de gravidade. A exceção à época era o PCB, Partido Comunista do Brasil, fundado em 1922, que tinha conduta alinhada em toda a federaçãos de acordo com as decisões da Internacional Comunista.

O tempo foi passando e mais agremiações a esquerda surgiram com linhas nacionais, a exemplo do velho PTB (atual PDT) e do PSB. Porém, o mandonismo local era absoluto.

Com a recente polarização da política brasileira, mesmo partidos de direita estão com alinhamento nacional. É o caso dos tucanos que devem vetar coligações com partidos da base da presidenta Dilma nas principais cidades do País.

Crescem os espaços para candidaturas do PSB, com comportamento de terceira via, como é o caso de Bira do Pindaré em São Luís e Rosi Vicentini em Imperatriz. Mesmo espaço para apoiadores do presidenciável Ciro Gomes com Rosângela Curado na Terra do Frei Manoel Procópio e para a reeleição do prefeito pedetista na capital, Edivaldo Júnior, avalizadas pelas respectivas direções nacionais.

Em Imperatriz, temendo essa tendência, o PSDB ficou depenado. Perdeu os vereadores Esmeradhson di Pinho e Caetana e ainda líderes expressivos como Paulinho da Vila Lobão. Afinal, todos os favoritos da eleição na terra do Frei, a exceção do ex-prefeito Ildon Marques, estão filiados em siglas da base de Dilma. Os tucanos podem até perder o seu bico... No caso, com a defecção do prefeito Madeira.

Nesta conjuntura, líderes regionais estão cada vez mais desesperados para fazer a engenharia que agrade a Deus e ao Diabo. Suas bases e a direção nacional.

Com licença para matar, mesmo, somente o PCdoB. Digo, licença para coligar! Com o objetivo, claro, de ampliar a base do governador Flávio Dino.

Frederico Luiz
Publicidade