Em defesa de Lula, do PT e dos direitos: às ruas

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Carta de O Trabalho: às Ruas!

A ação arbitrária da Polícia Federal ordenada pelo juiz Moro da “condução coercitiva” de Lula no último dia 4 de março representa um golpe nos direitos democráticos. É uma escalada na “Operação Lava Jato”, que revela até aonde estão dispostos a ir os golpistas com um “Estado de exceção” em nosso país.

Mas o mais importante é que a detenção de Lula provocou uma reação imediata do PT e da militância petista em massa – disposta a defender Lula e o partido – assim como da CUT e de outras forças e movimentos populares solidários. Em poucas horas realizaram-se atos em defesa de Lula, da democracia e dos direitos ameaçados em mais de mil cidades do país!

Lula

Em São Paulo, mais de 3 mil pessoas lotaram a Quadra dos Bancários. Dirigentes partidários, sindicais, de entidades populares e estudantis, tomaram a palavra para denunciar o ataque a Lula como uma agressão ao conjunto das conquistas e direitos arrancados pela luta do povo trabalhador, objetivo perseguido pela oposição pró-imperialista do PSDB e seus aliados, inclusive no interior do PMDB.

A fala de Lula, prolongando o que ele já havia anunciado no Rio de Janeiro por ocasião do 36º aniversário do PT, foi saudada aos gritos de “Brasil urgente, Lula presidente! ”. Na atual situação, não é uma recordação do passado, mas a afirmação de uma perspectiva política aberta.

“Brasil Urgente, Lula Presidente! ”

A melhor defesa contra a ofensiva reacionária que quer apear Dilma do governo, desmoralizar Lula para destruir o PT e avançar contra as organizações construídas pelo povo trabalhador, hoje, é afirmar Lula Presidente, uma candidatura que conta com amplo respaldo popular.

Esta é a melhor saída para a crise aguda que atravessa o país, Lula Presidente com base no Programa de Emergência ( leia abaixo) lançado pelo Diretório Nacional do PT em 26 de fevereiro, onde também se decidiu uma campanha em defesa do pré-sal e pedir a presidente Dilma o veto da “lei antiterror”.

Estas medidas soberanas parciais apontam para a superação do superávit primário e a centralização do câmbio, abrindo caminho para as reformas populares, como a reforma política que só uma Constituinte pode fazer.


O Governo tem que mudar de política já

É a deterioração da situação do país que facilita a ousadia de Moro, da oposição e da mídia. E ela se deve, é forçoso reconhecer, à insistência do governo Dilma de prolongar um ajuste fiscal que provoca recessão e desemprego, com o anúncio da reforma na Previdência e o acordo com os tucanos e o PMDB de acabar a obrigatoriedade de participação da Petrobras no regime de partilha no Pré-sal.

A reação da militância do PT e das principais organizações de nosso povo à detenção de Lula, dá o terreno para uma contraofensiva. É obtusa e criminosa, a atitude da extrema-esquerda se negar a defender Lula e combater o impeachment, imaginando tirar proveito da crise que, na vitória da reação, não os poupará.

Contraofensiva

Mas a contraofensiva se iniciou já nos atos de 8 de março, dia internacional de luta da mulher trabalhadora. Deve se prolongar em atos de massa em todo o país em 18 de março e continuar na Marcha a Brasília dia 31 de março, em defesa da democracia e das reivindicações populares dirigidas ao governo, aonde naturalmente se debaterá o Programa de Emergência.

Essa é a melhor resposta ao golpismo e aos atos da direita de 13 de março, quando não se deve entrar em provocações – são os reacionários que querem desestabilizar a situação.

A corrente O Trabalho do PT não tem interesses distintos dos da classe trabalhadora e da maioria explorada e oprimida de nosso povo e tem clareza de que lado está nesta polarização que reflete os antagonismos de classe no Brasil.

Estaremos do lado dos que defendem as organizações construídas pelos trabalhadores para a sua luta, contra o imperialismo e seus agentes diretos que, ao atacar Lula e o PT, querem retomar diretamente em suas mãos o poder para liquidar nossos direitos e conquistas!

Essas questões vamos debater com companheiros e companheiras petistas de distintas origens no Encontro Nacional do Diálogo e Ação Petista, em 19 e 20 de março.

De nossa parte, estamos convencidos da necessidade do mais amplo reagrupamento de forças petistas para defender o PT e barrar a ofensiva destruidora dos golpistas, para uma contraofensiva que resgate as bandeiras de luta do povo brasileiro, abrindo caminho para um governo a serviço dos interesses dos trabalhadores e da maioria da nação oprimida.


Programa de Emergência do PT

  • Forte redução da taxa básica de juros
  • Uso das reservas internacionais para um Fundo de Emprego destinado a obras de infraestrutura
  • Ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida
  • Retomada da reforma agrária
  • Tributação sobre lucros e dividendos
  • Adoção de Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)
  • Fim da isenção de contribuição previdenciária dos exportadores agrícolas
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