Sebastião Caracas: Por quê?

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Sebastião Caracas

Meu Deus! Vejo-me angustiado, indefeso, descrente, entre feras na escuridão. Lembrei-me de alguém ter dito: Isto parece a agonia de um cego em meio a um tiroteio. Não sei para onde caminha a humanidade! Estou a procura de uma trilha que me permita coordenar ideias e expressá-las.

O que procuro? Será entender o início do fim da atual civilização? Nunca acreditei nisso, mas sabia de uma previsão que falava de sinais vindos da natureza, indicativos da preparação do nosso planeta para ser habitado por uma nova civilização mais evoluída,

Nesse tempo a terra seria abençoada, sem crimes, sem maldades, entre as pessoas, em paz e harmonia entre as pessoas, com a presença de um só pastor e um só rebanho.

Sebastião Caracas é empresário, escritor e artista plástico
Ligo a televisão, pensando em ter uma boa notícia, coisa rara nos últimos tempos.

O que se vê diariamente faz parte dos primeiros sinais das mudanças ou o fim dos nossos tempos? Esta é a indagação!

Surgem tempestades onde não deveria chover, rios antes caudalosos, transformam-se em estradas de areia.

Populações de grandes centro urbanos, de mãos erguidas para o céu, clamando por chuvas, onde não faltava água. Outros, assustados exclamam, por que?

Aparecem alguns que se dizem castigados por terem recusado auxílio aos irmãos nordestinos em tempos idos, quando eram chamados de “paus de arara”.

Vale recordar essa época bastante comentada de sofrimento para os sertanejos do nordeste. Eram apanhados nas estradas, fugindo da seca, geralmente famintos, imundos, com a roupa do corpo. Daí seguiam na carroceria de caminhões, que se dirigiam ao sul do país, empilhados, sem conforto, e despejados na entrada das favelas sem proteção ou abrigo.

Levavam consigo a fé em Deus, as saudades, as lembranças da terra rachada pela falta d’água que deixavam para trás, das suas criações já não existentes e de seus casebres onde abandonaram sonhos e esperanças.

Acho que os sinais do fim dos tempos foram anunciados no nordeste brasileiro.

De outros continentes, as notícias correm o mundo. Tremores de terra, vulcões não esperados, catástrofes climáticas, chuvas de pedra, ventanias de alto poder destrutivo.

Não somente a revolta da natureza nos assusta. Estamos presenciando conflitos incontroláveis entre os povos de outros continentes dominados por fanáticos e terroristas.

No Brasil, antes conhecido como um país de um povo alegre e pacífico, já não tem rumo, foi dominado por anarquistas, assaltantes, corruptos do alto escalão, ao ponto de não mais se acreditar em ninguém. Há carência total de patriotas e de consciência do significado de cidadania.

Durante anos o homem armou um imenso palco e preparou o cenário depredando recursos naturais. Agora, estamos vendo as consequências. A natureza tomou conta desse espaço apresentando comédias de assombrações.

Deus queira que eu possa viver sempre otimista, sem problemas, até meus 120 anos idade sabendo que o fim do mundo não vai chegar.
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