Governador fardado, navio-prisão e “mais covas”

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O programa de “segurança pública” do alucinado que o Rio de Janeiro corre o risco de ter como governador.

-Mandar fazer uma farda da Polícia Militar para que ele possa se fantasiar de “general da PM” e dar vazão aos seus fetiches.

-Criar “navios-prisão” para entulhar de acusados e colocá-los em alto-mar.

-Iniciar um programa de abertura de covas em larga escala para enterrar os que forem executados pela polícia, que nem mesmo precisa pedir que se renda, pode mandar bala.

Não é brincadeira minha. Tudo isso foi dito pelo tal Wilson Witzel, candidato bolsonarista ao governo do Rio, a oficiais da PM e foi registrado pelo jornal O Globo.

“Em um discurso de aproximadamente meia hora, em um auditório lotado [da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro], o ex-juiz arrancou aplausos ao prometer, se necessário, cavar mais covas para enterrar criminosos e a fazer navios-presídio em alto mar para abrigar presos.
-(…)não vai faltar lugar para colocar bandido. Cova a gente cava, e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar — afirmou Witzel.
O candidato voltou a falar sobre a orientação para o “abate”: quando um criminoso é encontrado, mesmo fora de situação de combate, o policial poderá matá-lo, segundo o candidato, embasado pelo artigo 25 do Código Penal.

E anunciou que vai manda fazer a “roupinha de combate”, quem sabe até colocando o pé em cima dos cadáveres, para mostrar que é o “machão”.

(…)o ex-juiz disse que pedirá à Polícia Militar que faça um uniforme para o governador do Rio, o que entende como uma homenagem à categoria, e insinuou que a ideia faria com que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil desejassem fazer o mesmo.
— Será bem diferente de todos os outros governadores. Me parece que será uma homenagem justa às nossas forças de segurança, quando eu puder embainhar novamente minha espada de oficial e envergar o uniforme de nossa briosa Polícia Militar.

Ninguém precisa ser adivinho para saber do morticínio que haverá por aqui se este energúmeno ganhar as eleições.

Fernando Brito, Tijolaço
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