Honorato Fernandes: A instabilidade é contra o povo

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O nordestino Luis Inácio Lula da Silva, o Lula, toma posse como Presidente da República e de forma ousada muda a pauta política. (Honorato Fernandes)
O ano é 2003 e com ele se inicia no Brasil a implantação de um projeto que tem como destinatário prioritário uma imensa parte da população esquecida pelo poder público, milhões de seres humanos sem acesso a educação, comida, habitação, emprego e com autoestima abalada pela política neoliberal então vigente no país, herança de oito anos de governo FHC, onde o Estado se tornou tão mínimo que o ato de se alimentar três vezes ao dia era algo impossível para uma parcela enorme de nosso povo, notadamente nas regiões Norte e Nordeste, era o tempo do conhecido e vergonhoso mapa da fome.

O nordestino Luis Inácio Lula da Silva, o Lula, toma posse como Presidente da República e de forma ousada muda a pauta política e por via de consequência a máquina pública federal, criando o Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, dentro dele o Programa Fome Zero, depois Bolsa Família, como forma de socorrer famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade social.

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Houve distribuição de renda, círculos econômicos virtuosos nas pequenas localidades onde essas famílias eram atendidas, já que passou a circular dinheiro, houve queda da mortalidade infantil, mais crianças matriculadas nas escolas e com acompanhamento nas unidades básicas de saúde. Lula, PT e seus aliados históricos como PCdoB, PSB e PDT mudaram a agenda do país significativamente em direção aos mais pobres e por isso deram passos firmes na implantação de Universidades Federais pelo país, construção de creches e Escolas nos municípios via FNDE, criaram programas de bolsas de acesso ao ensino superior, possibilitando aos filhos dos pobres ascenderem acadêmica e socialmente.

Tal mudança na agenda foi possível em virtude do acerto na economia doméstica e externa e da capacidade de Lula em pactuar com a elite econômica, fonte de poder real, para que ela não se sentisse ameaçada ao ver a política de distribuição de renda e a “ascensão” de milhões de pobres. Lembremos que nos governos Lula e Dilma os aeroportos passaram a serem frequentados por pessoas pobres, os shoppings, restaurantes e locais turísticos idem. O consumo aumentou exponencialmente, inclusive de carro.

Para infelicidade do País uma parte de nossa elite econômica, através de seus aliados na mídia e agentes políticos partidários, mesmo não tendo prejuízos ou removidos seus privilégios nos governos do PT, por puro preconceito de classe, ou seja, por não aceitar que dinheiro público seja investido na camada pobre do povo brasileiro, atuou para instabilizar o Brasil ao não aceitar a derrota nas eleições para Presidente de 2014. Então via PSDB de FHC, Aécio e Alckmin, bem como PMDB de Eduardo Cunha, passaram a travar o Governo Dilma de tal forma que a inviabilizaram e derrubaram tirando a esperança dos brasileiros quanto ao futuro, sobretudo dos mais pobres.

No Maranhão é preciso que fiquemos atentos aos movimentos dos mesmos atores de parte da elite econômica nacional, bem como de seus aliados na política partidária, sobretudo porque desejam criar instabilidade local para destruir um projeto em curso que é em benefício do povo, projeto esse que em menos de quatro anos já construiu, por exemplo, 300 escolas dignas, implantou 40 escolas de tempo integral, saindo do zero, tem aumentado pari passo o salário de professores e professoras, implantou nova Universidade fora da capital e anunciou criação de novo centro ciências da saúde para ofertar vagas de ensino de medicina, o porto de Itaqui teve crescimento de 12% em 2017 e construiu oito mil moradias através do programa moradia digna, além do constante diálogo com o setor produtivo ou empresarial para desenvolver o estado economicamente.

Honorato sobre Flávio Dino
Penso que o governo Flávio Dino, do PCdoB, tem acertado ao colocar na agenda do Estado do MA o cuidar de gente e para isso é preciso investir em educação, saúde, segurança, infraestrutura(estradas, pontes, equipamentos esportivos, praças, escolas, hospitais regionais, equipamentos odontológicos como SORRIR, etc…) e tudo isso tem sido realizado, portanto, daí deriva a importância de garantirmos estabilidade político administrativa para o prosseguimento de projeto de tamanha envergadura.

O atual governo não está na superfície, mas na camada profunda da realidade do povo, então quem apostar na sua instabilidade, estará jogando contra os interesses do povo e sua emancipação.

Honorato Fernandes

Nota da Redação: O autor, Honorato Fernandes, é vereador e presidente do Partido dos Trabalhadores em São Luís. É Pré-candidato à Assembleia Legislativa do Maranhão.
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