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Venda de tablets estabiliza no 3º trimestre

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Computerworld

De julho a setembro de 2013 foram vendidos 1,8 milhão de tablets no Brasil. O mercado cresceu 134% frente ao mesmo período do ano passado, porém, registrou uma queda inédita de 2% nas vendas em relação ao trimestre anterior, de acordo com estudo da IDC Brasil. O preço médio apresentou uma redução de 2% em relação ao trimestre passado, chegando aos R$ 610. Já em relação ao mesmo período de 2012, a queda chegou aos 28%, um desconto de R$ 243.

Ainda é cedo para determinar os reais motivos da queda, na opinião Bruno Freitas, gerente de pesquisas da IDC. Especialmente por se tratar de um mercado novo. “No segundo trimestre de 2013 houve um volume muito grande nas vendas e agora identificamos uma estabilização. O setor pode apresentar uma possível sazonalidade, onde datas festivas, como o dia das mães, puxam o volume para cima, assim como ocorre no mercado de celulares”, explica Freitas.

Pedro Hagge, também analista da IDC, acrescenta outros dois possíveis fatores para a retração: o grande estoque dos canais, abastecidos no segundo trimestre de 2013, e a aquisição feita pelo MEC, de cerca de 600 mil dispositivos, entregues até trimestre anterior, atendendo a uma parcela considerável de potenciais compradores.

Segundo o estudo da IDC, 95% dos tablets vendidos têm sistema operacional Android e 63% custaram menos que R$ 500. “Grandes marcas passaram a produzir nessa faixa de preço e a concorrência está crescendo muito, algo que não ocorria em 2012”, analisa Freitas. Já aqueles com preços entre R$ 500 e R$ 1000 representaram 22% das vendas, contra 12% no mesmo período de 2012, enquanto os aparelhos acima de R$ 1000 estão perdendo espaço e ficaram com 15% do mercado, contra 40% no mesmo período do ano passado.

O segmento doméstico segue com a maior fatia do mercado - 88% -, embora a participação do setor corporativo tenha apresentado crescimento, principalmente entre funcionários que trabalham remotamente, pela facilidade da tecnologia 3G. Além disso, o dispositivo também está diretamente atrelado a vários tipos de promoções realizadas por estabelecimentos comerciais.

Para Hagge a expectativa para o quarto trimestre é que o mercado alcance o maior volume do ano, com 2,6 milhões de dispositivos vendidos. “Ao que tudo indica, os tablets terão um grande destaque nas vendas, impulsionados pelo Black Friday e o Natal”, acredita. Ele lembra ainda que os aparelhos customizados para o público infantil vêm ganhando espaço no segmento.

Outro modelo que deve ganhar mercado, segundo Freitas, são os híbridos. “O grande entrave dos híbridos hoje é o preço, mas acreditamos que o modelo tende a conquistar mais adeptos, passando a ser uma opção para o segmento corporativo no futuro”, diz.

Na avaliação da IDC, 2013 deve fechar com 7,9 milhões de aparelhos vendidos, representando um crescimento de 142% em relação a 2012. A recente inclusão dos tablets no programa "Minha Casa Melhor", dirigido a beneficiários do Bolsa Família, a pedido da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), deve contribuir para o incremento de vendas no quarto trimestre, assim como o aquecimento das vendas no período do Natal. O preço máximo definido para o produto para ser financiado pelo Minha Casa Melhor é de R$ 800,00.

Já para 2014, espera-se um volume acima de 10 milhões, um aumento de pelo menos 36% em relação a 2013.

“O crescimento da base instalada será muito grande nos próximos anos, porém a partir de 2014 os crescimentos devem entrar em um patamar de dois dígitos. O mercado se manterá bem aquecido mesmo com a atenção dos varejistas voltada para a venda de TVs, em função da Copa do Mundo”, finaliza Hagge.
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