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Gustavo Sampaio, ImiranteSão Luís, MA - Há 17 anos, Nick Cave And The Bad Seeds lançava o já clássico “Murder Ballads”. Na Inglaterra, o Manic Street Preachers brilhava com “Everything Must Go”. Também, em 1996, surgia uma jovem Fiona Apple com o brilhante disco “Tidal”. Neste mesmo ano, se formava, em São Luís, a banda de death metal Tanatron. Qual a ligação? Todas eles mantém, até hoje, um status fundamental desde o seu surgimento: o underground.
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(E p/ D) Nyelson, Weeslem e Nynrod compõe a Tanatron |
Banda Tanatron
Questionados sobre o longo tempo em estrada e ainda estarem sob as rédeas do mundo underground, a banda é categórica e pondera, inclusive, que o rock, tal qual os demais estilos, tem seus momentos. “O death metal é um estilo forte porém não é comercial. Não é tão cantado e é como o rock N’ roll: as vezes ta na mídia ou não. Hoje, a imagem esta tão boa quanto foi a muito tempo. Pelo momento, hoje a Tanatron está mais interessante. A cena rock esta muito forte e focada”, disse o guitarrista Nynrod Weber.
Em um cenário musical tão misto como São Luís, o grupo reafirma a necessidade de se buscar uma união no rock e, acima de tudo, identidade. “Hoje, estamos tentando fazer que algo retorne. Fazer uma união no rock, porque todo mundo acaba ganhando com isso. A gente (as pessoas que atuam na cena roqueira de São Luís) entende que quem quer criar uma identidade, precisa esta evoluindo ao mesmo tempo. Temos espaços de rock, como o [programa radiofônico] Na Mira do Rock (na Mirante FM), o Vertentes (na Rádio Universidade). Locais que dão abertura. É difícil querer um cenário como são Paulo, que tem rádios voltadas para o rock. Tudo tem seu espaço. Basta a gente saber aproveitar”, ponderou Nynrod.
A banda, que pode ser considerada a mais antiga do estilo radicada na capital ludovicense, comemora os recém-completados 17 anos de existência ainda buscando alguns sonhos, sendo um deles de dividir o palco com artistas consagrados no rock internacional, como Cannibal Corpse e Slayer. Apesar do sonho, o grupo passou momentos dignos de “metas cumpridas”, ao dividir o palco com grupos como Krisiun e Stress. “Tocamos no Festival Forcaos duas vezes e eles deram uma repercussão muito boa para a banda. Dividimos o palco com o Krisiun e o Stress, uma das primeiras bandas de heavy metal do mundo, na ativa desde os anos 70. Sentar do lado de bandas que começaram a fazer som quando ninguém pensava em fazer foram momentos interessantes. De perceber, ao mesmo tempo, o atual e o percussor”, completou o guitarrista.
Em 2013, ao menos para o grupo, há muito que se comemorar. Entre as comemorações, o momento marcante vivido pela cena rock local. “Estamos dando um passo inédito do rock em São Luís. A terceira edição do [Festival]Revolution Rock vai ser marcante. Estamos vivendo um momento de bandas autorais e com produções de altíssimo nível. Estamos criando a nossa própria identidade”, finalizou.
Ao vivo no Revolution Rock II, 20 de abril de 2013, Catanduvas-SP
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