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Senado rejeita PEC que acabava com privilégios

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Agência Brasil, DCI

Brasília, DF - O Senado rejeitou nesta quarta-feira (9) proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa mudanças nas regras para suplência de senadores. Pelo texto, de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), o número de suplentes passaria de dois para um, proibia parente consanguíneo até segundo grau ou por adoção ou ainda cônjuge.

Apesar da maioria dos senadores presentes ser a favor da proposta, eles somaram apenas 46 e não os 49 necessários para aprovação de PEC. Após muita divergência, os votos contrários chegaram a 17.

A PEC, que agora será arquivada, também estabelecia que os suplentes somente assumiriam as vagas até que um novo senador fosse eleito. Dessa forma, eles substituiriam apenas temporariamente os titulares, mas não ficariam com as vagas em caso de morte ou perda de mandato, por exemplo.

Atualmente, 16 senadores em exercício no mandato são suplentes. Eles substituem senadores que morreram, que exercem cargos no Poder Executivo ou que foram cassados. A discussão da matéria durou cerca de três horas.

Nota do editor da Aldeia: Quando candidato ao senado em 2002 pelo PCB-MA, apresentei esta proposta, de por um fim aos parentes na condição de suplente de senador. Eles seriam tratados como vice-governadores mas sem os salários ou outras regalias deste último cargo, como a residência oficial.
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