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Goleiro Bruno patrocinou suruba antes da morte de Eliza

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A polícia investiga se o goleiro Bruno esteve com Eliza Samudio, sua ex-amante, e outras quatro pessoas em um motel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, três dias antes da sua morte. A cidade é vizinha a Esmeraldas, onde fica o sítio do ex-jogador do Flamengo. Duas funcionárias do local contaram em depoimento que uma conta de R$ 431,90, referente a dois quartos, foi paga com o cartão de débito do ex-jogador do Flamengo, informou o Jornal Hoje nesta sexta-feira.
Segundo elas, dois carros chegaram ao motel juntos, cada um com três pessoas, no dia 5 de junho por volta das 19h20. Duas suítes foram alugadas, de números 21 e 25, uma delas com dois andares e banheira de hidromassagem. Na número 25, ficaram três pessoas, dois homens e uma mulher. As funcionárias contaram que a cada trinta minutos algumas pessoas trocavam de quartos. Havia ao menos duas mulheres no grupo. A polícia trabalha com a possibilidade de que elas sejam Fernanda Gomes Castro, namorada de Bruno, e Eliza Samudio.

No dia 5 de junho, Bruno jogou pelo Flamengo contra o Goiás, das 18h30 às 20h30, no Maracanã. Fontes ligadas à investigação dizem que após o jogo o goleiro viajou para Minas Gerais e esteve no motel. O grupo deixou o motel no dia 6 de junho, às 13h19.

Um detalhe chamou a atenção da camareira que fez a limpeza do quarto: havia uma fralda em cima do sofá. Uma das testemunhas diz que ela e outras duas funcionárias vasculharam a suíte 25 em busca de vestígios de sangue, sacudindo lençóis e travesseiros, mas nada foi encontrado. Registros da portaria do condomínio do sítio de Bruno em Esmeraldas mostram que ele chegou no dia 6 de junho às 14h, 45 minutos depois ele saiu. Três dias depois, no dia 9, ele entrou no condomínio novamente. Seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também chegou, mas em outro carro. Segundo a polícia, dia 9 é a data em que Eliza foi assassinada.

Amante e noiva adiam depoimento
Na manhã desta sexta-feira, a delegada titular da Polinter, Roberta Cardoso recebeu um telefonema dos advogados de Fernanda Gomes de Castro, amante do goleiro Bruno, e de Ingrid de Oliveira, noiva do atleta, pedindo o adiamento do depoimento delas, que estava marcado para 10h desta sexta-feira.
Segundo a delegada, os advogados alegaram que a solicitação para o depoimento foi feita em cima da hora e pediram para remarcar para a próxima semana. Todas as perguntas que seriam feitas às duas foram enviadas pelos delegados de Minas Gerais, encarregados pelo inquérito que apura o desaparecimento e provável morte de Eliza Samudio, outra amante de Bruno. A Polícia de Minas pediu o depoimento das duas por meio de carta precatória.
Caso elas não compareçam para prestar depoimento, na condição de testemunha, a delegada poderá expedir um mandado de condução coercitiva que faz com que a polícia vá buscá-las em casa para prestar depoimento.
Fernanda foi citada em depoimentos como tendo cuidado do bebê que seria fruto do relacionamento de Eliza Samudio com Bruno, quando a jovem foi sequestrada no Rio. Fernanda teria estado nos dias 4 e 5 de junho no condomínio de Bruno, no Recreio, onde Eliza teria sido mantida antes de ser levada para Minas. Fernanda esteve na Divisão de Homicídios do Rio na terça-feira e prestou depoimento, dizendo que Eliza foi sequestrada por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, no caminho para o sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG). O crime, de acordo com Fernanda, teria sido praticado a mando de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, mulher do goleiro. Fernanda disse que não teve participação no crime e que Bruno só ficou sabendo do sequestro depois.

Juíza nega pedido de liberdade a primo de Bruno
A juíza Marixa Fabiana Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, Minas Gerais, indeferiu na tarde desta sexta-feira o pedido de liberdade provisória feito pela defesa de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno e apontado como um dos envolvidos no assassinato de Eliza Samudio. O relaxamento da prisão foi pedido pelo advogado Marco Antonio Siqueira, que argumentou que Sérgio está contribuindo com as investigações e é réu primário.

Fonte: O Globo
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