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Um Conto de Réis*

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E ontem à noite eu estava animado. Depois de assistir a derrota do JV para o Cavalo de Aço e de fazer uma das piores transmissões da minha vida pela Super Rádio Karajás e ainda depois do pneu do carro furar, finalmente, fui ao primeiro encontro com uma loura que conheci esta semana.

Quando ela chegou ao apartamento eu disse: oi! Pronto, foi o suficiente para ela começar a bater e xingar. Ela repetia que esse negócio de oi não presta, que é operadora de terceira e coisa e tal. Pois é, no Maranhão, o governo é interrompido, a escola de Brejão é interrompida, a operadora Oi é interrompida.

Eu fique sabendo que o governo do Estado vai deixar de incentivar o uso de preservativos e anticoncepcionais. O negócio agora é divulgar o coito interrompido!

E a moda pegou mesmo. O negócio agora é interromper. Interrompe para aqui, interrompe para acolá. A prefeitura de São João Paraíso está interrompida até a alma. O presidente da Câmara, o “Amigo Dão” me disse que até decorou o juramento de tanto assumir o cargo e depois interromper. O hino nacional, confessa ele, fica difícil cantar completo, mas o juramento de prefeito interrompido, digo, prefeito interino...

Até o JV Lideral decidiu interromper a boa campanha que vinha fazendo quando ganhou o primeiro turno da Copa União. Em quatro partidas perdeu três e é vice-lanterna da Copa União.

É por isso que minha mãe repete: eu adoro o Maranhão, ela bem aí, a quase 2.000 km de distância e eu bem aqui, em João Pessoa, no ponto mais oriental das três Américas.

Mais sobre o Maranhão e Imperatriz.

* Lançado há 12 anos quando Frederico Luiz era jornalista. Agora, após interromper a “carreira” e se tornar radialista e blogueiro, está de volta aos domingos, este Conto.

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