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Presidenciável do PSL nasceu em Coroatá

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Américo de Souza (imagem ao lado), registrado João Américo de Souza, pré-candidato a presidente do PSL, nasceu em Coroatá, Maranhão, em 1932. Permaneceu em sua cidade natal até aos dez anos, quando sua família mudou-se para São Luís, capital do Estado. Ele e Oscar Silva são presidenciáveis que nasceram no Maranhão.


Aos treze anos, obteve seu primeiro emprego. Acordava às três horas da manhã para ir a pé (não havia ônibus ou bonde àquela hora da madrugada) para o trabalho: conferir, um a um, os exemplares do jornal O Imparcial que eram distribuídos aos jornaleiros. Pela manhã estudava (segunda série do ginásio, à época). À tarde, subscritava os jornais dos assinantes do interior do Estado. Radialista aos dezesseis anos, repórter do mesmo jornal aos dezessete, aos dezoito já era jornalista profissional, quando iniciou sua vida pública como candidato a vereador por São Luís. Casou-se aos 22 anos.
Foi Promotor de Justiça, ainda universitário, iniciando-se, também, na advocacia. Bacharelou-se em Direito aos 23 anos. Aos 24, foi promovido a Oficial da Reserva do Exército, após estágio regulamentar como Aspirante a Oficial pelo NPOR (CPOR).

Em rigorosa seleção, da qual participaram mais de uma dezena de candidatos, foi contratado para executivo, em São Luís, de uma empresa de aviação regional (Aeronorte), mais tarde absorvida pela Real Transportes Aéreos que, anos depois, veio a ser comprada pela Varig.
Transferido para o Rio de Janeiro em 1959, foi eleito vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. Em 1960, foi transferido para Brasília, onde, juntamente com outros colegas advogados, fundou a OAB do Distrito Federal.

Em 1962, concorreu às eleições para deputado federal pelo Rio Grande do Norte, obtendo uma suplência e tomando posse na Câmara dos Deputados em 1963. Em 1966, elegeu-se deputado federal pelo Maranhão, tendo sido o mais votado, e, em 1970, reelegeu-se com quase o dobro da votação anterior.
Por ocasião do recesso imposto ao Congresso Nacional (1968), Américo de Souza voltou à universidade para cursar e diplomar-se em Administração. Posteriormente, bacharelou-se em Ciências Econômicas, em Ciências Contábeis e pós-graduou-se em Engenharia Administrativo-Econômica.
Desistindo de concorrer às eleições de 1974, em 1975 retornou à advocacia e às funções de diretor da Varig, em Brasília, empresa da qual se desligou em 1978 para dedicar-se à implantação de um projeto empresarial na área imobiliária de lazer, em uma praia (Turimar, em Balneário Gaivota) no sul de Santa Catarina.
Em 1978, candidatou-se por uma sub-legenda partidária a senador pelo Maranhão, obtendo, pelo voto pessoal e direto, a primeira suplência da cadeira que veio a ser ocupada por seu conterrâneo José Sarney.
Foi, entre 1983 e 1985, Secretário de Estado para a Assessoria Especial do Governador e Procurador-Geral de Justiça, no Maranhão.
Com a eleição de José Sarney para vice-presidente e a sua posse na Presidência da República, Américo de Souza assumiu, como senador titular, o Senado Federal, onde foi vice-líder do Governo.

Quando parlamentar, integrou a delegação brasileira à Assembléia-Geral da ONU, em 1972 e 1985, na condição de Observador.
Antes de findar seu mandato de senador, renunciou a ele para tomar posse no cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho, na vaga destinada a advogados.
Aposentado do TST, radicou-se definitivamente em Santa Catarina e reativou suas atividades empresariais interrompidas, dedicando-se, também, aos estudos dos problemas nacionais e à busca de suas soluções. Foi quando escreveu (1993), em tópicos resumidos, um "Programa de Governo" para o país, a que denominou Brasil Além do Primeiro Mundo, o que permitiu a Pérsio Arida nele "antever um Brasil do futuro" e levou Edmar Bacha a acreditar que essa "proposta de uma reforma geral do Brasil aponta corretamente para o norte que devemos buscar".
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