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Flávio Dino vai à luta

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Flávio Dino consolida candidatura mesmo perdendo o apoio do PT

O esquema que sustenta o governo do Estado tenta a todo custo o apoio do Partido dos Trabalhadores para sua aliança. Adversários históricos no Maranhão, PMDB-DEM e PT têm em comum o apoio ao mesmo presidente e à mesma candidata à sucessão do presidente Lula. Mas é só.


O Encontro Estadual do realizado em abril foi anulado e um acontece nos dias 20 e 21 deste mês. No encontro do mês passado, os petistas decidiram por apoiar a candidatura do deputado federal Flávio Dino (PCdoB) e indicar o candidato a vice. Da mesma forma como aconteceu na eleição para a Prefeitura de São Luís há dois anos.

Com clara interferência do esquema governista (PMDB-DEM), a direção nacional do PT decidiu marcar um novo Encontro justificando o injustificável: a Executiva Estadual tinha decidido por participar do atual governo, o que era uma contradição com o Encontro. Ora, de acordo com os estatutos do PT, o dito Encontro é instância maior do que a Executiva, portanto, podendo contrariá-lo.

Mas, o que os governistas deixam de se aperceber é que, vencendo este segundo Encontro, conquistam uma vitória de Pirro. Ou seja, Mais uma vitória como esta e estarão, irremediavelmente, perdidos.

Nada será conquistado, pois todos os favoráveis a Flávio continuarão com o candidato do PCdoB, agora, no entanto, de forma diferente. Os que apoiavam estarão bem mais aguerridos e aqueles que tinham alguma dúvida por conta da falaciosa ligação com parte do esquema, estarão bem mais ativos na campanha.

Mesmo os democratas que apóiam outros candidatos da oposição estarão solidários e de certa forma ajudando PCdoB e PSB.

Mirem-se no exemplo da atual prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins em 2004. Ela saiu, praticamente, sozinha porque a direção nacional do PT a preteriu em favor de Inácio Arruda, ungido do Planalto e que viu a eleição lhe escapar pelas mãos. Dois anos antes, agora em João Pessoa quando o PT nacional deu um pontapé no seu deputado estadual, Ricardo Coutinho que foi para o PSB para em seguida se tornar prefeito da capital da Paraíba. E que tal no longínquo 1985 quando Jarbas Vaconcelos perdera o controle do PMDB, mas sagrou-se vitorioso para a disputa municipal em Recife porque continuou com o mesmo leque de apoio.

Por fim, o atual esquema somente desfrutará da aliança com o PT, caso sua tese ganhe este segundo Encontro, quando começar a propaganda eleitoral no rádio e na telinha em 17 de agosto. Até lá, Flávio Dino somente avançará e, inevitavelmente, estará com laços bem próximos aos demais candidatos para formarem uma coalizão no, cada vez mais provável, segundo turno da eleição.
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