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Corretora de Imperatriz é exemplo de emergente

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Com as mudanças no padrão de consumo, as companhias terão mais oportunidades pela frente, mas também novos desafios. Isso porque elas vão encontrar clientes mais exigentes, atentos às mensagens publicitárias, mais dispostos a experimentar e inovar e, portanto, menos previsíveis e menos fiéis às marcas.

Segundo Paulo Carramenha, coordenador do Instituto GfK e responsável no Brasil pela aplicação da pesquisa mundial sobre tendências de consumo, uma das oportunidades mais óbvias para os empresários é a ascensão social de milhões de pessoas.

No Brasil, os chamados emergentes — 30 milhões que emergiram nos últimos seis anos — injetaram na economia pelo menos mais R$ 140 bilhões por ano, favorecidos pelo controle da inflação, pelo aumento da renda e também pelos programas governamentais como o Bolsa-Família.

As classes C, D e E representam agora 71% do consumo total e já estimularam lançamentos de marcas e produtos voltados para esse segmento.

A corretora de imóveis Ana Lúcia Batista, 37 anos, exemplifica essa tendência. Filha de uma costureira e de um lavrador de Imperatriz, no Maranhão, ela chegou a Brasília com 12 anos, casou-se aos 18 e aos 20 já tinha tido seus três filhos.

Divorciada há quatro anos, ela tem um carro zero na garagem e mantém, sozinha, sua casa e o consumo dos três filhos. “Não tenho empregada, eu mesmo faço a faxina de casa de madrugada, até porque não abro mão de viajar para a praia duas vezes ao ano”, afirma.

Com informações do Correio Braziliense
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