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Comadri exporta artesanato

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Há cinco anos, na cidade de Imperatriz, interior do Maranhão, um grupo de 27 mulheres se juntou para formar a Cooperativa das Mulheres do Artesanato e Decoração de Imperatriz (Comadri).

Após três anos de muito trabalho e investimentos, sete delas desistiram da empreitada e as 20 artesãs que continuaram unidas conseguiram formalizar o grupo que transforma coco babaçu em artesanato. Agora, elas estão rindo à toa com a perspectiva de faturar mais de R$ 1 milhão ao longo de um ano.

Os pedidos, fechados durante a Rodada de Negócios do II Encontro Internacional do Comércio Justo, que aconteceu no Rio de Janeiro, no começo de maio, serão entregues nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. As encomendas de cinco clientes somaram 600 peças de cada um dos sete modelos, entre abajures, caminhos-de-mesa, porta-guardanapos e cortinas.

O encontro de negócios também garantiu os primeiros contatos do grupo com compradores internacionais. "A feira teve compradores da Itália, França e Holanda", contou a diretora administrativa e financeira do grupo, Jenne Kelly Almeida. Segundo ela, o importador holandês gostou tanto das peças produzidas pelas mulheres da Comadri que prometeu voltar ao Brasil no começo de junho para prestigiar a abertura da primeira loja da cooperativa.

"Estamos muito animadas com a possibilidade de exportar, mas ainda temos muito chão pela frente. Primeiro queremos atender bem o mercado interno e seguir com nossa preparação para finalmente termos condições de atender o mercado externo", disse.

De acordo com Jenne Kelly, o funcionamento legal, conseguido em parceria com Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), começou há um ano, oferecendo um trabalho ecologicamente correto, extraindo a matéria-prima do coco babaçu, fruta comum da região. "Teremos que contratar pelo menos mais 20 pessoas apenas para nos ajudar com a colheita do coco e o manuseio da máquina que prepara o fruto para as artesãs", destacou.

De acordo com a diretora, a principal conquista foi negociar diretamente com os comerciantes. "Atualmente a meta é aprimorar a vida do nosso negócio, adquirir equipamentos para aumentar a capacidade produtiva, ampliando a clientela. Queremos ainda melhorar o treinamento e nos diferenciar dos concorrentes. Buscamos atingir nesse ano 10% do mercado local, mesmo não sendo o único empreendimento no setor de artesanato na cidade", diz.

Fonte: Geovana Pagel - Agência de Notícias Brasil-Arábe

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