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De terça-23/quinta-01

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pane no Blog

O internauta deve constatar que deu pane no Blogue, não dá para verificar edições anteriores. Nada que até segunda-feira não se resolva. Obrigado.

Frase da Semana


As pessoas vêm do Pará e do Tocantins para se tratarem em Imperatriz porque nosso atendimento tem qualidade. Porém, está congelado há quatro anos, o repasse dos recursos federais e o tratamento intensivo se transformou num gargalo >

A frase acima é do prefeito Madeira (Centro), em entrevista coletiva concedida na segunda-feira na secretaria de Saúde. A crise no setor acentuou-se depois da morte, na semana passada, de uma criança de Ulianópolis-PA, causada por menigite. Não havia UTI's disponíveis na cidade nas redes públicas e privadas.
postado por Frederico Luiz @ 18:34:00


Sanches rechaça venda de alvarás


Veja abaixo, texto do vereador Edmilson Sanches (foto), pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB, sobre a venda de alvarás de mototáxi.

O termo significa, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ‘um documento de autoridade judiciária ou administrativa em favor de alguém e no qual se ordenam ou se autorizam determinados atos; licença que permite o exercício ou a prática de certas atividades, como comércio, construção etc., expedida por autoridade administrativa’.Por que é impessoal? Pelo fato de não pertencer ou não se referir a uma pessoa em particular e não refletir qualquer particularidade ‘individual’.O serviço de táxi, ônibus, mototaxista e coleta de lixo são atividades que devem ser exercidas pelo poder executivo, obrigatoriamente. Trocando em miúdos: a prefeitura é responsável em prover todos os serviços acima mencionados.São serviços de natureza pública, de responsabilidade exclusiva do poder executivo.Quando uma pessoa física ganha “permissão” ou “concessão” para prestação de serviço de caráter público, tal pessoa nunca foi, não é e de modo algum será dono desse negócio, e muito menos de um “alvará municipal”.“Ninguém é dono de algo que é de todos”, disse o vereador Edmilson Sanches, usando a tribuna da câmara municipal de Imperatriz, respondendo à dúvida de José Cavalcante da Costa Filho, funcionário da Eletronorte, dono de uma concessão de serviço de táxi, sobre o cancelamento de alvará por este não ter feito o curso de taxistas, promovido pela secretaria municipal de Trânsito.Ele ainda falou que o concessionário ou permissionário é como se fosse um advogado a quem se dá uma procuração, e ele pode fazer todos os atos previstos no documento. Quem recebe uma concessão ou permissão age como se fosse uma extensão do município, do estado ou da união. Tanto que, se um destes, concessionário ou permissionário (mototaxista, taxista, coleta de lixo ou transporte de ônibus coletivo) tratar mal ou acidentar com culpa o passageiro, este pode processar diretamente o poder executivo, além de processar também o prestador do serviço.Se o prefeito resolve comprar motos e contratar pilotos, o serviço de transporte pelos mototaxistas seria feito de acordo com as leis federal, estadual e municipal; executado diretamente pelo poder executivo, bem como o de táxi, ônibus, coleta de lixo e outros tantos.Ao se justificar de que não há recursos para a prestação dos serviços, a prefeitura tem autoridade para permitir ou conceder que outras pessoas físicas ou jurídicas. Entenda: caso a prefeitura não se disponha de recursos para a execução de determinado serviços, ela permite (dar permissão) ou concede (dar concessão) a prestação dos serviços (táxi, mototaxi, ônibus, coleta de lixo, asfaltamento, saúde, etc.) por outras pessoas que, neste caso e em outros, denomina-se terceirização, que significa transferir a outra empresa suas atividades-meio, proporcionando maior disponibilidade de recursos para sua atividade-fim, reduzindo a estrutura operacional, diminuindo os custos, economizando recursos e facilitando a administração. O alvará tem de ser renovado de acordo com o tempo estabelecido entre as partes, neste caso, a prefeitura e o concessionário ou permissionário.

postado por Frederico Luiz @ 13:32:00

Estádio I

O governo do Estado publicou no portal Imirante, o martelo está batido; o novo Frei Epifânio D'Abadia será inaugurado mesmo no dia 13, e o jogo será entre Seleção de Imperatriz e Nacional do Uruguai.
postado por Frederico Luiz @ 20:34:00


Estádio II
Fundado em 1899, o Nacional tem 30 títulos de campeão uruguaio. O último foi no ano passado. Tem ainda três Libertadores da América, em 1971, 1980 e 1988. Uma recopa em 1989. Da atual seleção uruguaia, que vai à Copa da Africa do Sul, o Nacional tem um atleta convocado: o meio campista Álvares Gonzáles. O River Plate do Uruguai tem outro atleta e o Defensor Sporting, dois. Os demais jogam fora do país, dois deles no Brasil, o atacante "Loco Abreu" do Botafogo e o zagueiro Bruno Silva do Internacional.


postado por Frederico Luiz @ 12:57:00

Estádio III
Pelo Nacional do Uruguai, passaram craques conhecidos do torcedor brasileiro e tocantino. a exemplo de:
Domingos da Guia (Pai do Ademir da Guia)
Manga (Goleiro que tinha os dedos tortos)
Rodolfo Rodrigues (Goleiro que se consagrou no Santos)
Marina não se pintou!

Ter e não ter fé
É a segunda vez que as pessoas estão interessadas na fé de um político. A primeira foi com o presidente FHC porque na época disseram que não tinha fé e as pessoas ficavam perguntando isso para tentar constrangê-lo.

Agora, num país em que 95% das pessoas dizem que têm fé, ficam me cobrando sobre isso.

No Brasil, graças a Deus, não temos essa guerra entre católicos, protestantes, evangélicos, judeus, espíritas e aqueles que não têm fé.

Nós temos um Estado laico, o que não quer dizer “Estado ateu”. É ele que propicia o direito de todas as pessoas terem a sua fé.

A ética não é uma exclusividade de quem tem fé. Tenho pessoas que trabalham comigo há muito tempo e que dizem que não tem fé e mesmo não tendo fé, dão testemunho de ética, de atitude, às vezes mais do que muitos que ficam arrotando a sua religião.
Mais, no blogue da Marina Silva no endereço abaixo.
http://www.minhamarina.org.br/blog/
 
postado por Frederico Luiz @ 12:24:00

quarta-feira, 31 de março de 2010
Golpe Militar I
Dormia, a nossa pátria mãe tão distraída...

Completa-se hoje, 46 anos do golpe militar que desmontou o país. Até aquele ano, a dívida externa brasileira era de 6 bilhões de dólares. Em 1985, quando assume o primeiro governo civil, 21 anos após a quartelada, já estávamos com 88 bilhões de dólares de débito com o FMI e bancos privados estrangeiros.

postado por Frederico Luiz @ 18:17:00

Golpe Militar II
Sem perceber que era subtraída...

Os Estados Unidos arquitetaram em bloco, ditaduras para o Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, do chamado cone sul. E ainda houve espaço para Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela. Somente escapou a Guiana Francesa (Caiena é a capital) que hoje é um departamento ultramarino da França, equivalente a um estado brasileiro com eleições para deputados, senadores e governador. E ainda as duas outras antigas guianas: a Holandesa (atual Suriname, capital Paramaribo) e Inglesa (atual Guiana, capital Georgetown), independentes, mas continuaram sob a proteção destas duas potências européias.
postado por Frederico Luiz @ 18:16:00

Golpe Militar III
Seus filhos vagavam cegos pelo continente...
Assassinatos em série foram cometidos pela ditadura. Sem julgamento algum. Outros foram convidados a sair do país, o exílio. Alguns sobreviveram, Franklin Martins, Fernando Gabeira, José Genoíno, Caetano Veloso, Manoel da Conceição e Maria Aragão. Outros retornaram ao país e nos deixaram como Leonel Brizola e Miguel Arraes. Muitos foram mortos, sem julgamento, a sangue frio. Capturados e depois executados sem direito a defesa: Vladimir Herzog, Helenira Rezende, Ângelo Arroio, Pedro Pomar, Osvaldão, Carlos Marighella e metade do Comitê Central do Partidão (PCB). Patriotas não tiveram direito, sequer, a julgamento. A ditadura foi mais complacente com assassinos em série e estupradores, deram-lhes julgamento e cadeia.
postado por Frederico Luiz @ 18:10:00

Golpe Militar IV


Levavam pedras feito penitentes...

E para relembrar, segue abaixo, siglas e as denominações das organizações que em vez de, simplesmente diletar, foram às ruas. Alguns somente com palavras desafiadoras que transpassavam os militares. Outros, além das palavras, enfrentaram os canhões, porém, com algo mais do que simples flores.
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP)
Ação Libertadora Nacional (ALN)
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR)
Ala Vermelha do Partido Comunista do Brasil (AV/PCdoB)
Partido Operário Comunista (POC)
Política Operária (Polop)
Comando de Libertação Nacional (Colina)
Movimento Democrático Brasileiro (MDB)
Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8)
postado por Frederico Luiz @ 18:09:00

Deu no Correio Braziliense de ontem




Essa turma, agora, só ganha no tapetão!



Correio Braziliense – 30 de março de 201
Pesquisa dá fôlego ao PMDB
Peemedebistas renovam arsenal para pressionar o PT e cobrar apoio nos estados
Temer cobrou do presidente Lula: “Temos que resolver o Maranhão”
O PMDB comemorou e aproveitou o embalo da pesquisa Datafolha, que apontou o crescimento do percentual de votos do candidato do PSDB, José Serra (SP), para cobrar o apoio do PT nos estados. Ontem, antes da solenidade de lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, em Brasília, o presidente do partido, Michel Temer (PMDB-SP), conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi direto: “Temos que resolver o Maranhão”, afirmou, referindo-se ao fato de o PT maranhanse ter decidido apoiar a candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) ao governo do estado contra a governadora Roseana Sarney (PMDB), que concorrerá à reeleição.

Para o PMDB, a decisão dos petistas foi um susto porque, nos últimos dias, o grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu o aviso do comando nacional do PT de que “estava tudo certo” em favor de Roseana. Entretanto, na hora da votação no diretório regional, no último domingo, o apoio a Flávio Dino ganhou por dois votos: 87 a 85. Agora, o PMDB irá pressionar para que o grupo aliado à governadora recorra ao diretório nacional petista e haja uma intervenção regional em favor de Roseana.

Na conversa com Temer, no entanto, Lula apenas assentiu, mas não antecipou o que seu partido fará. Além do problema no Maranhão, o presidente já foi avisado pelos peemedebistas de que não adianta insistir em fazer do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB), vice na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT ao Palácio do Planalto.

O presidente do BC não teria votos hoje numa convenção do PMDB para ser escolhido vice, ainda mais com a candidata petista estacionada e Serra apresentando uma certa recuperação de terreno. Portanto, o próprio Lula se encarregaria de dizer a Meirelles que, embora ele seja queridíssimo do governo, os peemedebistas querem dar a Dilma um vice com “mais cara de PMDB”. Ou seja, Meirelles será mesmo candidato ao Senado, pelo menos diante do quadro atual.
postado por Frederico Luiz @ 10:32:00

terça-feira, 30 de março de 2010


Nem Pinheiro
Dos 217 municípios do Estado, apenas 04 possuem leitos de UTI: São Luís, Imperatriz, Caxias e Benedito Leite. Nem Pinheiro, terra natal de José Sarney (ex-presidente da República, deputado federal e atual presidente do senado), do saudoso Costa Rodrigues (foi senador, deputado federal, prefeito de Pinheiro e prefeito de São Luís), e de Deni Cabral, saudoso jornalista que fez fama na capital, conta com sequer, um leito de UTI, seja neonatal, infantil ou adulto. A cidade tem 77 mil habitantes e 50 mil eleitores.
 
postado por Frederico Luiz @ 15:04:00
 
Entrevista coletiva
Terminou agora há pouco, a entrevista coletiva concedida pelo prefeito de Imperatriz, Madeira; a secretária municipal de Saúde, Conceição Madeira (mulher do prefeito); o secretário adjunto da secretaria estadual de Saúde, médico José Márcio e o diretor do Hospital Materno Infantil, Clidenor Plácido (Conhecido como Sansão, ele foi prefeito de Sítio Novo do Maranhão). Em 90 dias, estas autoridades garantem, a cidade passa de 40 para 102 leitos de UTI's, incluindo as neonatal (recém nascidos de 0 a 28 dias), Infantil (de 29 dias a 12 anos) e adulto. Imperatriz ainda está desprovida de alguma UTI infantil. Em tempo: está decretado, com apoio do Ministério Público, estado de emergência na saúde, portanto sem o rigor das morosas licitações, a agilidade da execução dos serviços está garantida.

Entrevista ao JP

Reproduzo abaixo, longa entrevista concedida pelo ex-governador Jackson Lago ao repórter Manoel Santos do Jornal Pequeno.

Depois de passar mais de 40 dias fora do Estado, o ex-governador Jackson Lago (PDT) regressou a São Luís e logo deu início a intensas conversas com lideranças políticas. Aos 75 anos de idade, ele esteve em São Paulo, para tratamento de saúde, e garante que está se sentindo muito bem e disposto para encarar a próxima campanha eleitoral.

No cenário de articulações políticas no Estado, Jackson Lago revelou ao Jornal Pequeno que já decidiu que buscará, prioritariamente, uma aliança com os tucanos, para impor uma nova derrota ao grupo Sarney: “Tanto o PDT quanto o PSDB têm posições históricas no combate ao sarneysismo. Então, eu acredito que será possível nós celebrarmos uma aliança. Pelo menos, é desejável. Muito desejável. E creio ser possível neste ano o PDT, o PSDB e outros partidos celebrarem uma coligação”, afirmou.

Além da aliança que deseja com o PSDB, Jackson Lago falou ainda sobre a cassação de seu mandato, sobre desdobramentos da ação judicial relacionada à chamada Operação Navalha e disse que não teme a ofensiva do grupo Sarney, na cooptação de lideranças, e sobretudo de prefeitos ligados à oposição. Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Jornal Pequeno – O senhor regressou a São Luís, depois de quase dois meses fora do Estado, dizendo que passou por um longo período de reflexões. Que reflexões foram estas?

Jackson Lago – O que aconteceu comigo foi que num período tão longo assim, fora do dia a dia, da rotina, do contato com os companheiros e com os adversários, foi realmente possível, sem dúvida, refletir bastante sobre a realidade do nosso Estado, sobre a situação atual, sobre o nosso afastamento do governo, sobre ações que talvez deveríamos ter praticado no sentido de oferecer uma reação mais intensa ao golpe judiciário que infelizmente aconteceu.

JP – Agora, ao seu modo de ver, o que aconteceu, ou seja, a cassação de seu mandato, poderia ter sido evitada?

Lago – Como falei, refleti bastante sobre isto. E nestas reflexões nós compreendemos a gravidade daquela decisão, e compreendemos que aquele golpe judiciário sobre a vida pública do Estado é maior do que se possa imaginar. O que ocorreu não foi o simples afastamento de um governador eleito pelo voto popular, mas foi um fato que traduz o grande poder do grupo dominante a nível de Estado e a nível nacional.
Traduz o inconformismo deste grupo dominante em aceitar a alternância de poder. E o mais grave é que mostra que este grupo dominante tem acesso a importantes decisões a nível nacional. De forma que, dentro desta realidade, nós entendemos que o mínimo que nós temos que fazer é criar as condições físicas, procurando restaurar a saúde, e procurar buscar as condições políticas e eleitorais, para oferecer o nosso nome ao povo do Maranhão, para que ele possa efetivamente fazer um julgamento do que representou para ele a anulação pelos poderes da República de mais de um milhão e 300 mil votos populares.

JP – O senhor já está então criando as condições para sair novamente candidato a governador?

Lago – Nós entendemos que, dentro desta linha, é nosso dever procurar criar as condições físicas, políticas e eleitorais para que a população tenha uma oportunidade de expressar como ela viu esse golpe, como ela viu a usurpação de sua vontade e, dentro desta linha, nós temos de concluir que esta eleição não será apenas mais uma eleição. Ela será também uma eleição questionadora. Será questionadora de decisões judiciais que desconsideram a vontade popular.

JP – Tem havido muitas especulações e comentários de que o senhor estaria doente. Afinal, qual o problema de saúde que o senhor enfrenta?

Lago – Na realidade, eu venho tratando de um tumor de próstata, há vários anos. E felizmente o tratamento está sendo bem conduzido. Parece que Deus me reservou uma vida longa, de forma que nós acreditamos que vamos ter saúde não apenas para lutar, como também para trabalhar pelo nosso Estado.

JP – Em relação à saúde, então, o senhor se sente tranqüilo?

Lago – Sim, estou tranqüilo e eu me sinto fisicamente em condições de lutar e com a consciência de ser o meu dever percorrer o Estado, ouvir a população, com ela construir um programa de governo, mas também juntamente com ela refletir sobre o golpe judiciário que afetou a vontade expressa por mais de um milhão e 300 mil votos.

JP – Como o senhor avalia o atual cenário, considerando as pré-candidaturas da governadora Roseana Sarney e do deputado federal Flávio Dino?

Lago – Na realidade, o Maranhão, à época das eleições, sempre teve vários candidatos ao governo. A minha visão pessoal é que, considerando a realidade de dominação prolongada em nosso Estado, o ideal seria que houvesse um plebiscito já no primeiro turno. Mas isso não depende da minha vontade. Depende do desejo, da ótica e da maneira de ver dos diferentes partidos.
Fui candidato a governador em 1994, sem maiores condições de competitividade, mas para poder fazer o meu partido avançar. Isto faz parte da construção do processo democrático que vem se arrastando há algum tempo em nosso país. Então eu vejo com muita naturalidade as candidaturas que estão aí postas.

JP – O que existe de verdade nas informações de que o senhor estaria tendo frequentes conversas com o PSDB, e até mesmo com lideranças nacionais deste partido?

Lago – Na realidade, eu fui procurado e conversei com o presidente nacional do PSDB, até porque eu também sou vice-presidente nacional do PDT. Então é natural que os dirigentes partidários conversem entre si. E no Maranhão há uma característica muito especial: há um sentimento de que o grupo dominante, aliado ao poder nacional, nos cassou o mandato. Então há muita expectativa no sentido de que boa parte da população não acredita que possamos estar nos mesmos palanques. PSDB é um partido grande aqui no Maranhão, assim como o PDT também é um partido grande. Nós sempre tivemos muita proximidade. Então, nós esperamos ter uma coligação com o PSDB.

JP – E como ficaria uma provável aliança com o PT?

Lago – O PT sempre foi um partido companheiro. Tem objetivos bem próximos e estivemos sempre juntos. Mas o PT neste momento está dividido, entre uma candidatura que quer arrastá-lo – a candidatura do grupo dominante – e uma outra candidatura. De forma que os petistas simpatizantes da nossa candidatura não tiveram o percentual necessário para oferecer o nosso nome para uma disputa formal interna, dentro do PT. De forma que neste final de semana o PT vai tomar uma decisão que, creio, será importante para a vida pública do Estado. Nós não temos dúvida nenhuma de que importantes lideranças e bases do PT nos apóiam e votam conosco. Mas formalmente o partido, nesta eleição, não estará nos apoiando, como também não nos apoiou no primeiro turno da eleição passada. Apoiou o ministro Vidigal e no segundo turno marchamos todos juntos.

JP – Como o senhor avalia a cooptação de prefeitos e outras lideranças da oposição que o grupo Sarney vem fazendo, especialmente nas cidades do interior do Estado?

Lago – Neste aspecto, é importante lembrar que nós disputamos a eleição de 1994 com o apoio de dois prefeitos: Isaac Dias, em São Bento, e Chico Leitoa, em Timon. E obtivemos 20% dos votos do Estado. Na eleição de 2002, nós tivemos o apoio de mais ou menos meia dúzia de prefeitos; e obtivemos 42% dos votos do Estado. O importante é que o povo é sábio e sabe o que fazer, na hora da decisão. Então, a cooptação de lideranças políticas não é decisiva, para ganhar a eleição.

JP – Qual a análise que o senhor faz do cenário para a disputa das duas vagas ao Senado? O senhor apoiará o ex-governador José Reinaldo?

Lago – Eu vejo que a oposição tem grandes nomes para indicar para as duas vagas do Senado. Tem o ex-governador José Reinaldo, que já manifestou o desejo de concorrer a uma dessas vagas. E há outros nomes, como o ministro Edson Vidigal, que disputou o governo, na eleição passada. Há informações de que o deputado Roberto Rocha também gostaria de oferecer o seu nome para concorrer ao Senado. Ou seja, há muitos nomes importantes na oposição maranhense.

JP – Em relação ao Governo do Estado, o senhor acredita então que será uma eleição plebiscitária?

Lago – Na eleição passada, nós tivemos a oportunidade de ver o plebiscito que aconteceu no segundo turno e a população dizendo não a este grupo. No entanto, este grupo, nas últimas décadas, ou como sempre, vem mostrando um grande apego nas estruturas nacionais, nos órgãos federais, no poder público federal. Então nós tivemos a experiência, na eleição passada de que derrotá-los aqui localmente foi muito importante. Mas eles não diminuíram o poder que têm a nível nacional e conseguiram recuperar o Governo do Estado, através de um golpe judiciário. Então, para que o Maranhão fique livre dos métodos impostos por este grupo, é importante que haja mudança a nível estadual e a nível nacional.

JP – Mas com a tendência do lançamento de outras candidaturas ao governo, como a do deputado Flávio Dino, por exemplo, como vai ser possível a unidade das forças de oposição?

Lago – O segundo turno sempre propicia isto. Naquela primeira eleição que resultou na posse da senhora Roseana Sarney, todos sabem que o Cafeteira ganhou aquela eleição, porque no segundo turno todos se uniram em torno do Cafeteira. Então, quem tem a mesma visão do Estado, e que está em partidos diferentes ou em posições diferentes, no primeiro turno, se une no segundo turno.

JP – Qual a sua impressão sobre a pré-candidatura de Flávio Dino ao Governo do Estado?

Lago – Eu acho que é uma candidatura importante. É um jovem político. Eu creio que se começa é assim. Eu mesmo, em 1994, fui candidato ao Governo do Estado. Então eu acho que é legítimo e importante que surjam nomes na política do Estado e espero que se consolidem através do tempo como lideranças realmente comprometidas com as mudanças que o Maranhão necessita.

JP – Em relação ao julgamento da ação relacionada à Operação Navalha, qual é a sua expectativa?

Lago – Estou absolutamente tranqüilo. Contra mim não tem nada. Nunca meu nome foi citado e nem há qualquer referência. Não conheço os dirigentes da Gautama, nunca os vi, nunca os cumprimentei, nunca fiz nenhum contrato com eles. De forma que isto não passou de uma manobra daqueles que têm acesso a decisões de estruturas públicas federais.
postado por Frederico Luiz @ 08:57:00
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