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Morto Vivo

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Luiz Henrique Bayma teve a morte forjada em abril de 1997; segundo ele, pela ex-mulher que buscava pensão vitalícia. O morador de Belém só descobriu sua situação quando foi ao Maranhão em busca de uma segunda via da certidão de casamento.

Lendo o atestado de óbito, Bayma ficou sabendo que, para o Estado brasileiro, era um cadáver, morto em 22 de abril de 1997, num bairro chamado "Invasão Criminosa", (Antiga Criminosa e atual Vilas Conceição I e II) em Imperatriz, de "causas naturais".

Ele comemora no próximo dia 22 o aniversário de 13 anos de sua morte, "natural" e "sem assistência médica", segundo o atestado de óbito que o mecânico, de 48 anos e bem saudável, guarda em sua casa em Belém.

Bayma, que apelidou a si próprio de "fantasma", acredita que sua morte foi forjada pela ex-mulher, com quem tem três filhos, para que ela recebesse pensão vitalícia. Um defensor público abriu para ele uma ação -ainda não apreciada - para anular o atestado de óbito.

De acordo com uma magistrada paraense, a ex-mulher, em conluio com um médico (que assinou o atestado), uma funerária (que confirmou ter feito o enterro) e um funcionário do INSS, havia "assassinado" Bayma para conseguir a pensão vitalícia.

Com informações da Folha do Progresso
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