Farmácia Viva, no Maranhão, une ciência e saberes

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Unir ciência e saberes populares para garantir mais saúde e qualidade de vida aos maranhenses é o objetivo do Programa Farmácia Viva, iniciativa pioneira criada pelo governador Flávio Dino para ampliar a atenção primária à população em situação de vulnerabilidade no Estado.

Criado há um ano, o programa já foi implantado em 28 dos 30 municípios contemplados no Plano Mais IDH, além das 60 cidades maranhenses atendidas pelos profissionais da Força Estadual de Saúde (Fesma), que atuam como agentes multiplicadores para orientar a população a fazer uso de plantas medicinais.

Inspirado no trabalho da fitoterapeuta Terezinha Rêgo, o programa funciona em parceria com as prefeituras municipais na instalação de hortos medicinais, espaços onde são cultivadas plantas utilizadas no tratamento e prevenção de doenças.

Segundo estudo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), os fitoterápicos podem substituir aproximadamente 50% dos medicamentos prescritos na atenção primária, possuindo benefícios como a redução dos efeitos colaterais e baixo custo.

A fitoterapeuta e coordenadora do projeto, Kallyne Bezerra Costa explica como o programa funciona: “Os hortos medicinais são gerenciados por cuidadores em parceria com os municípios, atuando no plantio e cultivo de plantas medicinais que são transformadas em ciência, pesquisa e extensão para garantir eficácia no tratamento de enfermidades com maior incidência no Estado, com ênfase no tratamento da hipertensão e diabetes”.

“Além da construção dos hortos, promovemos palestras de sensibilização junto à comunidade, treinamento com os agentes comunitários, médicos, farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros, que são os prescritores das plantas medicinais”, completa.

As unidades dos hortos trabalham atualmente com mais de 70 espécies. “A fitogeografia maranhense tem milhares de espécies. Nós trabalhamos para entender as espécies de cada região e aplicá-las da melhor forma para o tratamento das doenças”, diz Kallyne Costa.

Ela acrescenta que as plantas cultivadas nos hortos são doadas às famílias: “Com nosso apoio, essas plantas são transformadas em produtos fitoterápicos com apoio da ciência, acelerando o tratamento e evitando que o paciente faça uso maior de medicamentos alopáticos”.

Farmácia Viva: Meio século de lutas

Durante reunião de trabalho da Fesma na última semana, coordenada pelo governador Flávio Dino, Terezinha Rêgo agradeceu o reconhecimento de seu trabalho: “São 50 anos trabalhando na imensa riqueza da nossa Pré-Amazônia, procurando governos anteriores para buscar apoio e, agora, vejo esse apoio que o governador Flávio Dino nos dá com a criação do Farmácia Viva. Não tenho palavras para agradecer esse reconhecimento, estou muito emocionada”, disse.

O secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula destacou o Programa Farmácia Viva como um exemplo de empenho do Governo para valorizar o saber popular: “Durante muito tempo a ciência ficou de costas para os ricos saberes populares; hoje temos nesse momento de reconhecimento ao importante trabalho da doutora Terezinha Rêgo a oportunidade de conciliar a ciência e a sabedoria popular à serviço da saúde dos maranhenses que mais precisam”, disse.

Lígia Teixeira
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