Vão-se os dedos, ficam os anéis!

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O imprevisível Lula desmonta o machado golpista

O provérbio português ensina: O risco que corre o pau, corre o machado. Ou seja, a ferramenta pode quebrar por mau uso diante do tronco a sua frente e pode causar dano maior para quem manuseia. Assim está a Lava-Jato nos dias de hoje.

Desde o mensalão, ainda em 2005, a opinião pública brasileira acostumou a condenar os processados sem a exigência de provas. Bastava a Rede Globo e suas consorciadas da grande mídia divulgarem relatos deste ou daquele, um petista ou alguém da esquerda.

O tempo foi passando, vieram as condenações sem provas do Mensalão. Mas, nas urnas, a maioria da população reconhecia a importância dos petistas na recuperação econômica do País e reelegeram Lula em 2006 e depois Dilma em 2010 e 2014.

Ora, se no tapete o denuncismo era derrotado pelo eleitorado então no ano passado foi-se ao tapetão com o impeachment da presidenta Dilma.

Aproximando-se 2018, o ex-presidente Lula disparou novamente na preferência do eleitorado. Quando mais se aproxima a eleição, mais ele cresce.

Solto, Lula elege-se com facilidade. Preso, elege um poste, de novo!

Portanto, o golpe dentro do golpe parece mesmo a única saída possível para os setores atrasados do País. Primeiro, a mudança nas regras para favorecer o retorno à Câmara de quem defendeu o impeachment. E depois, o parlamentarismo.

Porém, o dano colateral é a perda da confiança total nas instituições, do judiciário e até a intocável Rede Globo.

No entanto, vontrariando qualquer lógica ou senso comum, para ficar com os anéis e os seus privilégios, eles preferem perder os dedos...

Por isso, episódios como esse da DP (Delação Premiada) no AP (Antônio Palocci) serão constantes até a aprovação do sistema em que os 40 ladrões indicam o ali-ba-bá!

Frederico Luiz
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