Janot foi otário, reconhece procurador sobre ele mesmo

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Otário, idiota, babaca, tolo, palerma, panaca, pamonha, bobo, boboca, tonto, pacóvio, banana, inocente, ingênuo, crédulo, simplório, lorpa, pascácio, papalvo, patureba. (Sinônimos de "Trouxa", www.sinonimos.com.br)

Janot pede prisão de Joesley, Saud e Miller: “Me fizeram de trouxa”

Rodrigo Janot pediu a prisão preventiva de Joesley Batista, seu capanga Ricardo Saud e do seu ex-braço-direito, o ex-procurador Marcelo Miller.

Mais que um pedido de prisão, é uma confissão do Procurador Geral da República.

A “esperança do Brasil” confessa, no mínimo, que foi engambelado por uma trinca de espertalhões endinheirados.

Miller, o “braço direito”que Janot coloca agora como agente da JBS, não poderia ter fechado, dois meses depois de ter saído da PGR, o acordo com os açougueiros prósperos sem que ele tivesse acompanhado desde o início.

Muito menos Janot poderia ter aceito pacificamente, durante meses, que seu auxiliar fosse trabalhar num escritório ligado à JBS como se isso fosse um acontecimento “natural”.

Só se fosse um imbecil – e não é – ou se a mudança de papel, a troco de dinheiro, fosse algo natural para Janot.

Rodrigo Janot, nos seus últimos dias, conseguiu atirar o Ministério Público no lixo.

Já era abjeto que funcionasse de acordo com suas “convicções” e não pela análise prudente e crítica dos fatos e informações.

É pior ainda se é incapaz de perceber que um de seus integrantes centrais, subitamente, deixa o cargo para se tornar sócio de escritório regiamente pago pelo delator mais importante de sua alçada.

A prisão preventiva que Janot pede parece destinada a prevenir a si próprio.

Janot nem sequer pode dizer que foi atraiçoado por quem confiou e prestigiou por anos a fio.

Afinal, não foi isso que ele próprio fez com quem sempre o respeitou e deu liberdade de ação, ao ser nomeado e prestigiado por Dilma Rousseff, que enfrentou o Senado por ele, com o fez por Fachin e Barroso, os mesmos que acham que ela decidia e nomeava por interesses escusos?

Resta a Janot dizer que foi trouxa ou que foi cúmplice. Dois papéis deprimentes para quem está para descer do palco e o fará escorraçado por um personagem vil como Gilmar Mendes.

Fernando Brito, Tijolaço

Nota do editor da Aldeia: No fim da linha, reconhecem agora que foram usados para incriminar Lula, promover o impeachment de Dilma e colocar no poder uma organização para lá de criminosa.
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