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Janot volta a pedir prisão de Aécio

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi novamente alvo de um pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no início da noite da terça-feira 31.

Em petição enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, Janot justifica o gesto argumentando que o tucano solicitou e recebeu, do empresário Joesley Batista, 2 milhões de reais.

Na época, logo após a revelação dos áudios gravados pelo dono da JBS, Rodrigo Janot fez o mesmo pedido, negado no final de junho pelo Supremo.

No inferno astral político que se seguiu, o tucano viu sua irmã Andrea Neves ser presa no mesmo caso e chegou a ser afastado das funções de senador, mas teve seu mandato recuperado por determinação de Mello.

Na volta ao Senado, Aécio disse não ter cometido "crime algum" e de ter sido alvo de uma "armadilha" organizada por um "criminoso confesso", em referência à Joesley.

Sem citar Joesley, o tucano disse que foi "vítima de uma armadilha, engendrada e executada por um criminoso confesso de mais de 200 crimes".

Aécio admitiu que procurou Joesley, mas por motivos pessoais. "Por meio de minha irmã, reitero, ofereci a ele a compra de um apartamento de propriedade de minha família", disse. "Essa venda, sim, me ajudaria a arcar com as novas despesas que passei a ter com advogados", afirmou. Segundo Aécio, ele precisa se desfazer de parte do patrimônio de sua família porque não obteve "jamais, em tempo algum, vantagens financeiras através da política".

Ainda segundo o senador tucano, os dois milhões de reais que pediu a Joesley seriam um empréstimo, que não envolveu dinheiro público ou contrapartidas, e que seria quitado.

Agora, o ministro poderá rever sua decisão individualmente ou levar o recurso de Janot à Primeira Turma do STF, formada por Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

Caso receba uma nova negativa, Janot, que fica no cargo de procurador-geral até setembro, solicita que ao STF que aplique medidas alternativas para o tucano, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com investigados pela Operação Lava Jato, a entrega do passaporte e até o impedimento de sua entrada no Congresso.

CartaCaital
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