Deputados com a corda no pescoço

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O ditado português resume: a corda sempre quebra do lado mais fraco. E na atual crise política brasileira quem mais sofrerá no próximo ano são os atuais deputados estaduais, principalmente aqueles que estão distantes das suas bases, sem apoiar as administrações municipais.

É esperado um índice de renovação altíssimo nas 26 Assembleias dos estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Pior que tá não fica, diria Tiririca. Ledo engano. Mesmo alguns parlamentares estaduais com algum trabalho terão enormes prejuízos. São aqueles que liberam recursos para esta ou aquela prefeitura mas ficam em silêncio, comparecem à inauguração da obra ou do serviço, apertam algumas mãos e deixam de dar contínua publicidade a seus atos, um dos princípios da administração pública consagrado, inclusive, na Constituição Federal.

A primeira vista pode-se pensar ser um gesto altruísta, abnegado, despretensioso e revelador de modéstia. Porém, para o eleitorado, inclusive o beneficiado diretamente, passa a ideia de um deputado, de uma deputada estadual ou distrital preguiçoso, com medo de ser cobrado por outros municípios ou regiões administrativas.

A boa notícia: ainda há salvação. Quem se arrepender deste comportamento, muitas vezes, involuntário, pode mudar seu destino e alcançar à reeleição em vez de juntar à multidão dos ex-parlamentares estaduais do Brasil. Vamos ver quem será capaz de salvar o seu próprio pescoço diante de uma população cada vez mais ávida e encontrar culpados para a atual crise.

Frederico Luiz
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