Salangô avança e inicia colheita de arroz

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Depois de mais de 30 anos de descaso, a história do Projeto Salangô está tomando um novo rumo. Esta semana, foi iniciada a colheita de arroz no perímetro, principal área de rizicultura da região do Médio Mearim e realizada a capacitação de operadores para utilização das patrulhas agrícolas e plantadeiras adquiridas e entregues para o projeto no início de março.

Desde o anúncio da retomada do projeto, em abril de 2015, o trabalho não para no projeto Salangô. O centro administrativo foi reformado, a estação de bombeamento recuperada, com aquisição de sistema elétrico mais moderno, transformadores e bombas submersíveis passaram por manutenção, o canal principal e os secundários também passaram por melhorias, além da abertura de sistema de drenagem e estradas de acesso.

Além dos equipamentos agrícolas, o Governo do Estado entregou, em março deste ano, 31 kits de irrigação para fortalecimento da cadeia de hortifruticultura, outra atividade que vem sendo incentivada no perímetro. “Nosso objetivo é manter o arroz como cultivo no período de chuvas e incentivar a produção dehortifrutis, durante o verão, com irrigação, que tem uma grande rentabilidade para os produtores”, explica Márcio Honaiser, secretário da Sagrima, pasta responsável pela gestão do projeto.


Hoje, no projeto Salangô, os agricultores plantam melancia, melão, milho verde, maracujá, maxixe e quiabo, além do arroz. Este ano, com assistência técnica, a ser executada em parceria com a Agência Estadual de Pesquisa e Extensão Rural (Agerp) e capacitação, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), será possível produzir ainda mais itens.

Em janeiro, o Governo do Estado avançou também na regularização fundiária do projeto e concedeu contratos de uso da terra a 212 agricultores vinculados a nove associações. Desses, 165 já foram buscar seus títulos e os demais estão em processo de regularização. Esse processo está a cargo do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), que vem seguindo a legislação federal.

Histórico
Concebido no início da década 90- 4 convênios com a União – repassados para o Estado R$ 62.567.052,50. Implantada infraestrutura de uso comum: estrada, canais, drenos, pontilhões, estações de bombeamento, rede elétrica, subestações e obras de arte.- O projeto não foi concluído, faltando instalação dos equipamentos de aspersão e de micro aspersão, armazenados nos galpões.

Concepção inicial do projeto Implantação de lotes parcelares para agricultores:- 141 lotes (4ha) – sistema de irrigação por inundação / agricultores familiares;- 31 lotes (4ha) – sistema de irrigação por micro aspersão / agricultores familiares;- 91 lotes (8ha) – sistema de irrigação por aspersão convencional / técnicos da área agronômica;- 30 lotes (34ha) – sistema de irrigação por micro aspersão / agricultores empresariais.

Planejado para ser o maior projeto de irrigação do Estado do Maranhão e um dos maiores do país, o Salangô ainda no início de sua construção, foi tomado pela corrupção e desvios de recursos. Dados colhidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público e pela Corregedoria Geral do Estado mostraram que o rombo chegou à quantia de quase R$ 70 milhões de reais, valor liberado para o projeto.

Informações gerais:
Localização: 18 km da sede do município de São Mateus, margem direita do Rio Mearim.
Área do projeto: 3.630ha

Agência Maranhão de Notícias
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