Emílio Odebrecht tem que ir em cana

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O pai de todos os corruptores, Emílio Odebrecht não pode se queixar da omissão do ansioso blogueiro.

Do cume da sua arrogância, Coronel Emílio se acha no direito de criticar a imprensa por não ter denunciado seus crimes há mais tempo.

(A propósito, leia as sensatas observações da ombudsman da Fel-lha.)

O ansioso blogueiro não se inclui entre os omissos.

No best-seller “O Quarto Poder – uma outra história”, o autor conta, na pág. 15, o notável episódio da “Petrobrecht”.

Nos anos podres do FHC Brasif, quando o presidente da Petrobras era o notório Joel Mendes Renno, Coronel Emílio queria comprar a Petrobras com dinheiro que a Petrobras (do FHC) lhe emprestaria.

O negócio estava fechado, até que Rafael de Almeida Magalhães fez com que uma cópia do singelo contrato chegasse às mãos do então editor-chefe do Jornal da Band – o locutor que vos fala - e seu principal executivo, Ricardo Melo.

O Jornal da Band passou a dar cobertura rotineira ao “Petrobrecht”.

Coronel Emílio exigiu uma reunião com o alto comando da Band.

Lá fomos nós: eu, Ricardo, Johnny Saad – herdeiro – e o executivo e advogado do dono, seu João, José Roberto Maluf.

Em poucos minutos, a leitura de artigos do contrato demonstrou irremediavelmente que se tratava, cinicamente, de um assalto: um “Petrobrecht”.

A Petrobras do Dr. Rennó aplicou a “mídia técnica” e tirou o patrocínio da Petrobras do Jornal da Band.

E eu e o Ricardo começamos a ser fritados. (Maluf também.)

Fritura que se concretizou quando o herdeiro assumiu, com a morte do pai.

O Coronel Emílio descreve a patranha que ele e a Globo montaram para se apropriar da Petrobras – como acima se descreve – e da telefonia, nos podres tempos do FHC, Príncipe da Privataria e regente da Privataria Tucana.

O mesmo livro, “O Quarto Poder”, do mesmíssimo autor, descreve a partir de página 398 como a Globo, em conluio com o privateiros do podre Governo FHC, se preparava para vender a Embratel à Globo.

O ansioso blogueiro denunciou a patranha no Jornal da Band com um argumento singular: é o mesmo que entregar a Via Dutra à Viação Cometa!
Ou se a Varig – que existia… - pudesse comprar o Aeroporto de Congonhas…

O então Ministro (sic) das Comunicações (sic) do podre Governo do FHC ligava ao seu João, antes de o Jornal da Brand ir ao ar e perguntava:

- O que é que aquele f… da p… vai botar no ar, hoje?

(O Ministro (sic) ficou conhecido no mercado de capitais – onde opera com discutível sucesso - como o Luiz Carlos Mendonça de Burros.)

O relato foi do próprio seu João, ao suposto f… da p…

A Globo não teve grana nem competência para comprar a Embratel.

O Ministro (sic) e seus aliados (para ser gentil) no BNDES financiaram uma empresa americana, que quebrou, e a Embratel acabou nas mãos limpas do mexicano Slim…

Uns jênios…

O Coronel Emílio está em todas essas.

E mais: segundo o detrito de maré baixa, ele avisou ao FHC Brasif que seria obrigado a delatá-lo.

E foi o que fez, nessa patranha no iFHC.

O Conversa Afiada defendeu que a Odebrecht tivesse sido preservada da sanha moralista – e inútil – da Força Tarefa da Lava Jato.

O Conversa Afiada defende que o patrimônio de obras e inteligência que a Odebrecht concentra deveria ter sido preservado, como os americanos e os alemães, no pós-Guerra, preservaram a Bayer, a Thyssen, a Krupp e a Volkswagen.

Mas, os donos, os executivos principais, não!

Quem sejam encarcerados, como foram os alemães que colaboraram com o Nazismo.

Emílio tem que estar preso com o filho.

Sao dois corruptores patológicos.

E não adianta dizer que a culpa é “do sistema”: eles são o sistema!

Coronel Emílio é arrogante, cínico, narciso e revela o menosprezo do Coronel da Casa Grande ao se referir aos moradores da Senzala – o Brasil!

Os Odebrecht são uns corruptos confessos, sentados na varanda da Casa Grande, tomando uísque com água de coco e rindo da gentalha – nós!

Emílio também tem que pagar pelo que fez.

E o que fez?

Entre outras coisas, o Marcelo, filho dele!

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada
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