Eles querem acabar com direitos dos trabalhadores e do povo!

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Multiplicam-se os efeitos da crise internacional do capitalismo, fruto da onda longa em sua fase depressiva. Não há um só canto do Planeta sem impasses e sem busca de alternativas à caduca globalização neoliberal. Para manter seus privilégios, as forças imperialistas promovem guerras e ataques militares. Desestabilizam governos e impõem seus ditames. Lançam a humanidade num mar de incertezas e inseguranças. Em consequência, aprofundam-se as contradições que opõem os interesses nacionais, povos e trabalhadores contra os grandes grupos monopolista-financeiros.

No Brasil da recessão e do desemprego, o quadro é agravado pela combinação das várias dimensões da crise: econômica, política, institucional e social. As denúncias e as investigações, sempre parciais, seletivas e dirigidas contra o campo democrático, abalam a sociedade política e aumentam a temperatura das disputas em curso.

O atual governo e a sua base de apoio no Congresso anunciam, dia após dia, propostas e medidas antinacionais, antidemocráticas e antipopulares. Os ultraliberais desmontam a soberania, dilapidam o patrimônio público, estrangulam as liberdades democráticas, destroem as proteções sociais e prejudicam a maioria da população.

Contra as classes trabalhadoras, o governo Temer e seus aliados aceleram o arrocho e prometem retirar direitos legitimamente conquistados ao longo de décadas. Tudo isso em nome de um ajuste que só interessa à corja de magnatas dos conglomerados que dominam a economia, compram políticos e mandam nos órgãos do Estado.

Eles querem é inviabilizar a Previdência Social pública e, com isso, acabar com o amparo aos brasileiros que dedicaram e dedicam suas vidas ao trabalho. Eles querem é destruir a Seguridade Social, que protege os mais pobres e necessitados. Eles querem é acabar com direitos trabalhistas e sindicais básicos, para mais facilmente ampliar a exploração sobre quem de fato produz e garante as condições da vida social.

O governo federal esperava passar facilmente por cima dos interesses do povo. Contudo, apesar de seus esforços e do empenho dos monopólios de comunicação, cresce a indignação e avoluma-se a reação popular contra os seus desmandos. A convocação das centrais sindicais à greve geral é um exemplo.

O dia 28 de abril é um momento fundamental de unificação das diferentes iniciativas de resistência em curso em todo do Brasil. Tendo como centro o necessário e incontornável combate às mal chamadas Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência Social, o movimento democrático acumula forças ao valorizar, unitariamente, o conjunto das bandeiras e lutas, demandas e reivindicações, gerais e específicas, de nosso povo.

E, sobretudo, ao preparar e priorizar a paralisação – total ou parcial – nas grandes fábricas, empresas e unidades de produção, nas obras, nos transportes e serviços públicos, nos bancos, nas escolas, no comércio e nos demais setores e locais de trabalho.

A defesa intransigente dos direitos do povo abarca todas as bandeiras e formas de luta que têm como objetivo a retirada dos projetos ou que visam a impedir, a inviabilizar ou a postergar a votação das medidas propostas pelos conservadores.

A pressão ampliada sobre o governo federal e sobre o Congresso Nacional – em especial, a generalização das lutas por todos os municípios do País – é o caminho mais eficiente para derrotar as forças reacionárias e impedir que a marcha golpista realize os seus propósitos e planos contra o povo e a nação brasileiros.

Para além do dia 28, o empenho das centrais e do movimento sindical, todos juntos em torno da batalha contra o desmonte da Previdência e dos direitos trabalhistas, deve servir como ponto de partida para construção de uma frente nacional unitária de mobilização democrática em defesa dos direitos do povo. Reunir os mais diferentes segmentos progressistas, nacionais e populares para impedir retrocessos e tirar o País da crise é tarefa de todos e de cada um.

Brasil, Abril de 2017

Comissão Política Nacional da Refundação Comunista
Refundação Comunista – Brasil http://www.refundacaocomunista.org/

Notas da Refundação:
a) O III Congresso da Refundação Comunista é dedicado à questão sindical. O Comitê Central disponibiliza suas teses ao conjunto da militância partidária, bem como aos amigos, aliados e dos mais interessados no endereço: http://www.refundacaocomunista.org/wp-content/uploads/2016/02/TS-forma-final-14-10-2015.pdf

b) Contribuições ao debate deverão ser remetidas para o e-mail tribuna@refundacaocomunista.org.br
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