Zé Carlos: equipe de Assis caiu no descrédito

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É tensa e distante cada vez mais, a relação entre os vereadores e o prefeito Assis Ramos [(E) ao lado do vereador Zé Carlos, Foto: Reprodução, Blog Maior do Mundo]. Enfrentando baixa popularidade, o gestor não tem encontrado solução para os problemas que abatem fortemente sua administração, notadamente na saúde e na infraestrutura.

Ao final da sessão desta terça, 7, o presidente da Câmara, José Carlos Soares, em alto e claro som, fez um longo desabafo carregado de presságios. Disse que o prefeito tem e terá todo o apoio da Casa, porém apenas e unicamente o apoio político que o parlamento oferece como uma espécie de acordo de entendimento mútuo, “porque tecnicamente não temos nada a fazer”, nas palavras do presidente.

Este o ponto em que Zé Carlos quis chegar. “Tecnicamente é com o prefeito. Mas parece que ele não quer”, enfatizou. Ou seja, ou o prefeito faz mudanças em sua equipe de assessores ou a administração está fadada ao fracasso, novamente na opinião do presidente.

“A equipe técnica do prefeito não tem mais credibilidade. Não sou eu quem digo, não são os vereadores que dizem...Quem diz é a população. A equipe técnica, ou pelo menos parte dela, caiu no descrédito. Não quero citar nomes, não me interessa citar aqui, mas as pessoas falam em nomes”, continuou o presidente. “Queremos ajudar, porém o prefeito parece que não quer ajuda”.

Em dois meses, um turbilhão de informações negativas e denúncias contra o atual governo municipal tornam o início das atividades da Câmara Municipal o mais pessimista da história do parlamento imperatrizense.


Parece exagero, mas quem acompanha as sessões legislativas sente o clima de inquietação e insatisfação que reina na casa parlamentar. Ao ponto de o vereador João Silva (PRB) pregar na Tribuna a instalação de uma Comissão Processante caso se comprove de fato uma única denúncia contra o gestor. “Palavras não adiantam mais. Não aguento mais ser cobrado e ficar calado. Um clima de instabilidade está tomando conta da cidade. É na saúde, na infraestrutura, os buracos, ninguém aguenta mais”, desabafou o vereador.

Desencontrado, sem um projeto definido de governo, o prefeito Assis precisa muito mais que sua boa vontade. E o corte tem que ser no cerne da administração. Isso, é quase um consenso na Câmara.

Sem uma defesa clara no parlamento, porque os próprios aliados vivem sobressaltados, a hora é de um acordo político cujo alvo principal seja a governabilidade e a imediata ação do governo, pelo menos em questões pontuais. É hora de o prefeito fazer um pacto com todos os segmentos, de ajuntar apoios nas instituições, nas entidades de classe, nos ambientes comunitários . E só ele, unicamente, pode sinalizar nessa direção.
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