Na Difusora Sul, Madeira ataca com bicada de beija-flor abelha

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No programa Hora D da TV Difusora Sul, canal 7, de Imperatriz-MA, o ex-prefeito Madeira saiu do ninho para destilar todo o seu veneno, hoje, contra o prefeito peemedebista da segunda maior cidade do Maranhão, Assis Ramos. Comparou-o com "Tio Patinhas" e desclassificou uma Nota ao Púbico da Prefeitura e um editorial de O Progresso, o mais antigo em circulação local, como meros factoides. Deselegante, ainda sugeriu que o prefeito mandava na linha editorial do Jornal.

O tucano tinha até janeiro uma longeva vida de mandatos. Começou com deputado federal empossado em 1995 e não mais parou. Em 2008 após quatro mandatos consecutivos para a Câmara Federal, embalou com o de prefeito e reeleito deixou o cargo somente no último dia do ano passado. Passados dois meses, Madeira parece ter consumido todas as suas sobras acumuladas. A entrevista mal repercutiu nos grupos de WhatsApp da cidade, apesar do tom duro e raivoso, habilmente disfarçado por sorrisos intercalados, técnica que aprendeu na campanha de prefeito de 2008.

Madeira ficou de bico caído quando Assis Ramos começou a responsabilizar o ex-gestor pelo caos na área de saúde e na infra-estrutura da periferia da cidade.

Sem mandato, sem cargo algum no governo do Maranhão ou no governo federal, ao contrários dos seus ex-vices, Jean Carlos (PDT), assessor da Secretaria de Comunicação e Articulação Política e Pastor Porto (PPS), secretário de Relações Institucionais, ambos do governo do Estado, Madeira começa a experimentar o ostracismo, como se sua gestão fosse uma excelência, seu candidato ficou em 4º lugar na eleição passado.

Ma telinha, o ex-prefeito reclamou que de forma alguma deixou débitos de R$32 milhões.na saúde. Reconheceu o rombo, na ordem de pouco maisde R$ 10 milhões e justificou: "todos sabem que a saúde é deficitária". Sem querer, querendo, admite que cometeu crime de responsabilidade fiscal e ainda chacota quando pretendeu dizer que seus antecessores fizeram o mesmo.

Revolução de Janeiro
Porém, a despeito do prefeito Madeira e de sua declarações, o prefeito Assis Ramos terá de tomar cuidado. Não com o ex-prefeito ou seu amigo e senador paulista, José Serra, ex-ministro das Relações Exteriores, mas com o humor da cidade..

No Brasil de hoje, a lua-de-mel com o eleitor costuma durar menos de um ano. E Imperatriz, em 1995, por conta de lixo acumulado, salários defasados, bairros abandonados, já foi capaz de ocupar a sede da Prefeitura cuja crise somente terminou com a intervenção estadual decretada pela então governadora Roseana Sarney, no episódio conhecido como Revolução de Janeiro.

Frederico Luiz
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