Plenário Popular: a fronteira da calamidade

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Não há calamidade, diz líder do governo


O líder do Governo, Hamilton Miranda, está convencido de que as críticas ao governo municipal têm prazo de validade. Para ele, o governo não é 1 mês, nem 2 meses, nem 100 dias, nem 1 ano. "O governo é de quatro anos. Calma, gente!", sempre evoca seu discurso a aliados e críticos de Assis Ramos.

Na sessão desta terça, 14, na tribuna, Hamilton aumentou o tom da defesa. Disse que há motivos para o prefeito decretar estado de calamidade pública. "Ora, se não há calamidade, para quê decretar calamidade?".

Segundo o líder, o governo já melhorou. E citou como exemplo a primeira ordem de serviço assinada pelo prefeito - para a construção de uma creche no povoado Centro Novo, a pedido do vereador Antonio Pimentel (PDT). A obra está licitada, com recurso empenhado.

"As ruas estão esburacadas. É uma realidade. Mas daí dizer que a cidade está em estado de calamidade...", defendeu.

Hamilton informou que a partir desta semana (provavelmente já nesta quarta, 15), a Prefeitura estará com equipes de tapa buracos nas ruas da cidade.

A oposição ironiza. O vereador Aurélio Gomes (PT) lembra que a Prefeitura de São Luís já tem mais de 40 licitações, a de São José de Ribamar cerca de 20, e até a de Amarante já abriu processos licitatórios.

Carlos Hermes (PCdoB) disse que entende que ainda é cedo, mas alerta que não vê iniciativa da Prefeitura para agredir logo os problemas mais urgentes.

Adhemar Freitas Júnior (PSC) pede paciência aos oposicionistas. Lembra que o período crítico de muita chuva tem impedido que a Prefeitura desenvolva trabalho nas ruas, porém esclarece que o trabalho deve começar esta semana.

Alberto Sousa, líder da bancada do PDT, que diz seguir 'posição', faz discurso com cautela, entretanto não deixa de alertar para as urgências cobradas pela população, uma delas a reativação imediata do Restaurante Popular.

Assim, o governo municipal vai travando as primeiras batalhas. Longe ainda de se firmar com unidade e operacionalização da maioria do secretariado, vive do otimismo e da "boa vontade" do prefeito. Por enquanto.

Combate
A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Município anuncia "nova ação de fiscalização contra barulhos excessivos". Operação começou no último final de semana em alguns bairros. Menos mal.
O objetivo da ação é coibir o uso abusivo de som acima do permitido pelo Código de Postura do Município. Durante a ação foram fiscalizadas casas noturnas, igrejas e residências.

Parceria
Governo do estado e Prefeitura em termos de parceria para a realização do Carnaval. Continua o tradicional baile da Jardineira, mas com trajeto inverso agora, coisa saída da cabeça dos entendidos.
Enquanto isso...

A quem interessa?
Na sessão desta terça-feira (14), o deputado Raimundo Cutrim (PCdoB), ao repercutir da tribuna da Assembleia Legislativa a greve dos policiais militares do Estado do Espírito Santo, que completa duas semanas, demonstrou preocupação com a fragilidade da legislação pertinente às polícias militares do Brasil, bem como com os salários da categoria.

Segundo, a fragilidade do sistema público deu espaço à ampliação no número de empresas de segurança privada no país.

Política do pires
O deputado Stênio Rezende (DEM), destacou na sessão desta terça-feira (14), a sua ida a Brasília, juntamente com o presidente da Famem, Cleomar Tema e vários gestores municipais, com o objetivo de pleitear junto à Bancada Federal do Maranhão, mais recursos para a Saúde do Estado.

De acordo com o deputado, o Maranhão é o penúltimo Estado da federação no que diz respeito ao recebimento de recursos per capita, recebendo R$ 137, por habitante.
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