Demorou para denunciar e precreveu o crime de corrupção

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MPF denuncia nove pessoas por lavagem de dinheiro no cartel do Metrô

Nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal pela utilização de empresas de fachada e contas no exterior para lavar dinheiro vindo de um esquema para garantir o funcionamento de um cartel de empresas multinacionais na Linha 5 - Lilás do Metrô de São Paulo.

A obra investigada é orçada em R$ 527 milhões envolve a construção do primeiro trecho da linha, entre o Capão Redondo e o Largo Treze, na zona sul de São Paulo.

Entretanto, a acusação não atribui o crime de corrupção aos investigados porque ele prescreveu desde julho de 2016. A investigação sobre o cartel nos trens e metrôs já dura quase 17 anos. Entre os acusados, estão seis executivos de multinacionais, dois ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e um intermediário.

O relatório da Polícia Federal que antecedeu a denúncia apontou indícios de envolvimentos de 33 pessoas em delitos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo o MPF, o esquema de corrupção teria previsto o desvio de 5% dos mais de R$ 500 milhões envolvidos no contrato. A acusação diz que o cartel foi articulado entre 1999 e 2000 e os recursos foram movimentados no Brasil e no exterior entre 2000 e 2011, durantes gestões do PSDB no Governo do Estado de São Paulo.

O cartel era formado pelas empresas Siemens, Alstom, Daimler-Chrysler Rail, AdTranz, Mitsui e CAF. O caso também tramita na Justiça estadual de São Paulo, já que o Ministério Público estadual ofereceu denúncia em 2014.

A investigação teve a cooperação internacional da Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça e Uruguai. O Ministério Público diz que os valores abasteceram contas de diversos servidores públicos e agentes políticos, mas nem todos foram identificados.

Essa é a primeira denúncia do Ministério Público Federal no caso. Caso condenados, os acusados podem pegar penas de quatro a 16 anos de prisão.

Jornal GGN
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