Cesta básica sobe 0,97% em Imperatriz, farinha aumentou 11%

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Em janeiro de 2017 o custo da alimentação básica aumentou 0,97% na cidade de Imperatriz-MA, segundo mostra a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos (Tabela 1). No País, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma variação mensal de 0,64% no mesmo período.

O imperatrizense precisava de R$ 308,04 para comprar, em janeiro, os produtos da cesta básica. Em dezembro de 2016, pelos mesmos produtos e com a mesma quantidade, ele pagava R$ 305,07.

Embora ainda tenha preço da cesta básica bem mais em conta, comparando com São Luís cuja cesta em janeiro ficou na casa de R$ 356,07 pelos mesmos itens, na capital do Maranhão há uma tendência de queda. O ludovicense pagou 4,13% a menos em relação a dezembro do ano passado.

Esta variação se deve ao fato de alguns produtos terem apresentado queda nos seus preços médios, enquanto outros apresentaram alta (Tabela 2). A vilã na Terra do Frei foi a farinha, com alta de quase 11%, o vilão foi o tomate que subiu acima dos 6%. A cesta poderia ficar bem mais cara não fosse as consideradas banana e margarina que baixaram 14,26% e 13,39%, respectivamente.


Quando se compara o custo da cesta básica de alimentos R$ 308,04 com o salário mínimo líquido de R$ 862,04 após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional, em janeiro/2017, teve que trabalhar 78h37min para adquirir os produtos da cesta básica de alimentos, significando um comprometimento de 35,73% de sua renda disponível nessa aquisição, restando-lhe somente 64,27% para fazer frente às demais despesas: moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte.

Esse comprometimento da renda disponível em janeiro deste ano, 35,73% foi menor que em dezembro de 2016, 37,68%. Isto se deve ao reajuste do salário mínimo, na ordem de 6,48%. Em dezembro do ano passado era R$ 880,00 e subiu em janeiro para R$ 937,00. No mesmo período a variação do custo da cesta foi de apenas 0,97%. Ou seja, apesar do aumento dos preços, o imperatrizense ainda saiu ganhando, quase 2% a mais, de um mês para o outro.

Salário mínimo necessário
Com base na cesta mais cara dentre as 27 capitais do Brasil, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Aplicando-se a mesma metodologia de cálculo para a cidade de Imperatriz verifica-se que, em janeiro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas com dois adultos, um adolescente e uma criança, deveria equivaler a R$ 2.587,85, ou 2,76 vezes o mínimo de R$ 937,00.

Capitais circunvizinhas
Em Belém-PA, o comprometimento da renda é bem maior do que Imperatriz. O belenense desembolsou R$ 406,06 ou 47% da renda com a cesta de alimentos. R$ 3.811,29 é o valor do salário mínimo necessário na capital do Pará. Isto é, para ter o mesmo padrão de vida do imperatrizense, o morador cabano dispende R$1.223,44 a mais.

Em São Luís, a cesta básica em janeiro de 2017, conforme o Dieese, ficou em R$ 353,97. Em Palmas, no Tocantins, R$ 377,72. E em Teresina-PI, R$ 381,12.

Antonio Ladeia

Nota do editor da Aldeia: O autor e coordenador da pesquisa de campo em Imperatriz, Antonio Eustaquio Neves Ladeia (foto abaixo), é economista, Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté-SP e Professor da DeVry Brasil Facimp. Correio Eletrônico: ALadeia@facimp.edu.br

Antônio Ladeia, professor da Drvry Facimp. Foto: Agência da Aldeia (AgA)
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