Caos no ES pode acabar hoje

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Reunião entre associações e mulheres de PMs e governo do ES termina sem acordo

Após 10 horas, terminou sem acordo mais uma rodada de negociação entre membros do Governo e representantes das esposas dos policiais militares para que a saída dos militares dos batalhões sejam desbloqueadas. A reunião aconteceu no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória.

Por volta de meia-noite, duas mulheres que participavam da reunião saíram do prédio, informando à imprensa que a reunião havia se encerrado sem acordo. No entanto, outras cinco mulheres e secretários continuaram dentro do Palácio. O encontro terminou por volta de 0h30. Cerca de uma hora depois, uma terceira representante das mulheres saiu do prédio e confirmou que não houve acordo porque em momento algum o governo teria garantido sobre reajuste salarial. (veja ata da reunião abaixo)

"Em nenhum momento dão garantia de que o reajuste sairia. Nós já perdemos muitos nas ruas, já são 115 mortes, mas o governo não está vendo o tamanho da emergência que a gente de resolver isso", disse.

Ata da reunião com propostas
Se as mulheres aceitassem as propostas desta rodada de negociação, os portões dos batalhões deveriam ser abertos para saída dos PMs às 6h da manhã desta sexta-feira (10). Outro ponto do acordo é de que a Procuradoria Geral do Estado desistiria das ações para aplicação de multas às associações e aos PMs.

O Governo do Estado se comprometeria a apresentar um cronograma para promoções previstas em lei que não tenham sido efetivadas, de forma que todos os policiais que tenham direito legal à promoção sejam de fato promovidos até o fim deste ano.

Ainda seria definida a formação de uma comissão para avaliar a carga horária de trabalho do PM, e que essa comissão teria 60 dias para apresentar um estudo para regulamentação da carga. Outro ponto indica que o Governo deveria enviar em até 90 dias uma proposta à Assembleia Legislativa do Espírito Santo que exija o bacharelado em Direito para ingresso no CFO.

Nenhum dos itens fala sobre reajuste salarial, que é uma das principais reivindicações das manifestantes. Não houve acordo.

Segundo o Secretário de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, o Estado está muito perto do limite de responsabilidade fiscal, o que impossibilita o reajuste. "A lei de responsabilidade fiscal nos impede legalmente de dar aumento a qualquer categoria do Estado. Portanto, não podemos conceder nenhum tipo de aumento a nenhuma categoria", disse.

Quanto à anistia, o secretário informou que apenas o Governo Federal pode conceder. "Não é possível anistia. Nos comprometemos a apurar responsabilidades com justiça, sem perseguição, mas responsabilizando as atitudes dentro da lei".

Ainda segundo Pompeu, a proposta apresentada pelo Governo é válida até as 6 horas desta sexta-feira (10). Após esse prazo ela não vai mais valer. "A partir das 6 horas, nós seguiremos o curso natural que vem sendo traçado a partir desse movimento e de suas consequências", afirmou.

Fac-símile: Secom-ES

Fac-símile: Secom-ES

A imprensa não teve acesso à sala de reunião, mas aguardou em frente ao Palácio o fim do encontro que durou mais de 10 horas e que poderia resultar na volta dos PMs às ruas, caso houvesse um acordo.

Tentativas de Negociação
Na noite desta quarta-feira (8), em uma outra reunião que durou cerca de três horas, as manifestantes entregaram uma proposta pedindo 43% de aumento. Elas pediram também que nenhum policial militar seja punido pelos dias de paralisação. Na reunião desta quinta-feira, o governo apresenta uma contraproposta às manifestantes.

A comissão de negociação criada pelo estado é formada pelos secretários Júlio Pompeu, de Direitos Humanos, José Carlos da Fonseca, da Casa Civil, Eugênio Ricas, de Controle e Transparência, Paulo Roberto Ferreira, da Fazenda.

As associações que representam os militares também participaram da reunião.

Gazeta Online

Mulheres de PMs se reúnem com o governo

Começou por volta das 14h30 desta quinta-feira (9) a nova rodada de negociação entre membros do Governo e representantes das esposas dos policiais militares para que a saída dos militares dos batalhões sejam desbloqueadas. A reunião acontece no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, e já dura mais de 10 horas.

Por volta de meia-noite, duas mulheres que participavam da reunião saíram do prédio, informando à imprensa que a reunião havia se encerrado sem acordo. No entanto, outras cinco mulheres e secretários continuam dentro do Palácio.

A imprensa não tem acesso à sala de reunião, mas aguarda em frente ao Palácio o fim do encontro que pode resultar na volta dos PMs às ruas ou na continuação do movimento que impede o policiamento ostensivo no Espírito Santo.

Na noite desta quarta-feira (8), em uma outra reunião que durou cerca de três horas, as manifestantes entregaram uma proposta pedindo 43% de aumento. Elas pediram também que nenhum policial militar seja punido pelos dias de paralisação. Na reunião desta quinta-feira, o governo apresenta uma contraproposta às manifestantes.

A comissão de negociação criada pelo estado é formada pelos secretários Júlio Pompeu, de Direitos Humanos, José Carlos da Fonseca, da Casa Civil, Eugênio Ricas, de Controle e Transparência, Paulo Roberto Ferreira, da Fazenda.

As associações que representam os militares também participam da reunião.

Gazeta Online

Reunião da quarta-feira fracassou, quinta, 9, tem nova rodada

A reunião de negociação entre o grupo representante do movimento de paralisação dos policiais militares e secretários do Governo do Estado foi encerrada por volta das 23h desta quarta-feira (8). Após mais de três horas de reunião no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, entidades representativas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e mulheres que participam da paralisação apresentaram uma proposta formal para o fim do movimento.

A comissão que representava o governo, formada pelo chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior e os secretários de de Estado de Controle e Transparência, Eugênio Ricas, e de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, além de membros da Secretaria da Fazenda, recebeu a proposta apresentada pelos manifestantes e saiu confiante da mesa de negociação. Uma nova reunião foi agendada para esta quinta-feira (9), às 14h, para que a comissão aponte uma contraproposta.

O grupo que representa os manifestantes também se mostrou confiante, dizendo que pela primeira vez obteve uma resposta por parte do governo. Apesar de não divulgarem a proposta apresentada, o secretário de direitos humanos informou que o pedido teria sido de anistia para os militares que participam do movimento e aumento salarial de 100%. Os valores não foram confirmados pelo grupo que representa os militares.

Se a contraproposta realizada pelo governo for aceita pelos manifestantes, a Polícia Militar pode voltar às ruas do Espírito Santo ainda nesta quinta-feira (9).

Folha de Vitória

"Se não chegarem a um acordo, as pessoas vão começar a deixar o Espírito Santo"

"Estamos numa situação desesperadora. O Espírito Santo está em guerra e o que aparece na televisão não retrata o que está ocorrendo". Entrevistada hoje (9) pela Rádio Brasil Atual, Érica Baffa da Silva, moradora de Vila Velha, na região metropolitana de Vitória, relata o drama que tomou conta do estado desde que, no último sábado (4), a Polícia Militar capixaba entrou em greve. A corporação reclama do reduzido número de soldados e reivindica reajuste salarial de 43% para recuperar perdas acumuladas em sete anos sem aumento.

Érica conta que a população "acorda amedrontada" todos os dias, receando sair de suas casas. "Os mercados foram saqueados e a gente fica em casa sem mantimento. Estamos sem ir às lojas, escolas, postos de saúde, faculdades e os hospitais estão cheios. O governo precisa resolver isso logo."

Carlos Roberto Elisei, morador do bairro Jardim da Penha, em Vitória, reforça que os cidadãos estão acuados e afirma que crianças, idosos e doentes são os que mais sofrem com o caos atual.

Dono de um pequeno restaurante, Carlos conta que seu prejuízo já passou dos R$ 12 mil. "Eu estive hoje lá para ver se conseguíamos abrir, mas não foi possível. Está tudo fechado em volta."

Exército
Érica discorda de que o Exército tome conta de segurança pública do estado. "A cidade já é perigosa com 10 mil policiais nas ruas. Hoje, não temos ninguém. O governo federal disponibilizou o Exército, mas eles não estão preparados para uma guerra civil."

A moradora afirma que não vai trabalhar desde a última segunda-feira (6) e que, de lá para cá, muitas crianças foram baleadas. "A gente sai e tem toque de recolher, não conseguimos nos deslocar. Estamos em um estado de insegurança total. O Espírito Santo está em guerra. Não é exagero, é um pedido de socorro. As escolas estão fechadas e tem crianças baleadas nos hospitais. Quem sai de casa é baleado ou assaltado."

Carlos também não vê preparo adequado do Exército para lidar com o problema, além de considerar insuficiente o número de soldados enviados ao Espírito Santo. "O governo manda irmos para a rua porque já está seguro, mas o número de militares do Exército dá para tomar conta de um jogo de futebol. Além disso, a gente não consegue ver esses soldados aqui. Enquanto eu ia para o restaurante, não vi nenhum."

Ao todo, são 105 mortes já foram confirmadas pelo Sindicato de Policiais Civis. Entretanto, Carlos afirma que nem todas as regiões estão sendo contabilizadas. "Os noticiários afirmam que ainda não se sabe se tem corpos na periferia ou no interior, porque eles não foram para lá contar. O IML não consegue mais receber corpos."

Solução
Érica também avalia que falta sensibilidade ao governador Paulo Hartung (PMDB) para lidar com a mobilização dos policiais. "O governo prometeu melhorar a segurança e o armamento dos policiais, mas ele não cumpriu. Nosso governador precisa parar de bater de frente e vice-versa, porque os maiores prejudicados somos nós."

Está prevista para a tarde desta quinta uma reunião do governo com representantes da PM, para negociar a suspensão da greve. Carlos acredita ser esse encontro "a última esperança". "A gente não vê uma solução, porque os dois lados, tanto o governo quanto os manifestantes, não sabem negociar. Hoje, só o secretário de Direitos Humanos, Júlio César Pompeu, que é uma pessoa mais tranquila, pode ajudar na negociação, porque o secretário de Segurança (André Garcia) e o governador 'perderam a mão'. Se nada for resolvido hoje, tenho certeza que parte da população vai começar a deixar o Espírito Santo."


Começou a reunião que pode acabar com a greve

Teve início, por volta das 14 horas desta quinta-feira (09), a nova reunião de negociação que pode pôr fim à crise na segurança pública. A expectativa é de que o governo apresente uma contraproposta aos familiares dos policiais militares.

Durante reunião na noite de quarta-feira (8), as lideranças do movimento solicitaram a anistia geral para todos policiais, já que são proibidos de fazer greve, e 100% de aumento para toda a categoria.

De acordo com a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

O governo decidiu analisar o pedido e apresentar uma definição nesta quinta. “Ficamos de analisar essa proposta para ver o que podemos efetivamente fazer para que a discussão avance”, disse o secretário de Direitos Humanos, Julio Pompeu.

Forças nacionais atuam nos efeitos e não têm condições de lidar com as causas da crise de segurança no ES. Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil

Se a negociação fluir e as lideranças aceitarem a contraposta, os policiais podem retornar às ruas. A crise na segurança pública já dura há seis dias. Familiares e amigos dos policiais militares impedem a saída de viaturas dos Batalhões no Espírito Santo. As manifestações começaram na sexta-feira (3), quando parentes de militares se reuniram em frente ao 6º Batalhão, na Serra, e bloquearam a saída de viaturas. No dia seguinte, praticamente todos os batalhões tiveram as vias de acesso fechadas.

Dentre as reivindicações estão reajuste salarial e o pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno.

Mais de 100 mortes no Espírito Santo
Já são mais de 100 assassinatos contabilizados em todo o Espírito Santo em seis dias de paralisação dos policiais militares, de acordo com o Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo (Sindipol/ES). Segundo o presidente do sindicato, Jorge Emílio Leal, os números exatos pararam de ser atualizados.

Presidente dos rodoviários de Guarapari é morto a tiros

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), Wallace Belmiro, mais conhecido, como Wallace Barão, foi encontrado morto a tiros dentro do carro, na manhã desta quinta-feira (09), próximo à garagem da Viação Sanremo, no bairro Alvorada, em Vila Velha. A informação foi confirmada por um dos diretores do sindicato em Guarapari.

Ele é de Vila Velha, e estava morando no bairro Santa Mônica, em Guarapari. Barão ficava em Vila Velha e Guarapari, para resolver os interesses da classe dos rodoviários.

Na manhã de ontem(9), ele chegou a participar do Programa Tell Miranda, na 93,1 sobre a paralisação dos ônibus na cidade

Ele informou na entrevista, que os ônibus só voltariam a circular, com o retorno da segurança. Esta semana, a sede do sindicato no bairro Aeroporto,em Guarapari, foi arrombada, e os criminosos levaram R$ 10 mil do cofre que seria para pagamento a fornecedores e funcionários, além de computadores, telefones e notebook.

Barão, era casado, deixa dois filhos. Os amigos e colegas de trabalho, receberam com muita tristeza, a informação da morte dele.

Nota da Redação: A Mídia Ninja desafiando o medo saiu à rua de Vitória na madrugada desta quinta com um carro projetava nos prédios e nas casas a hashtag #VitóriaSemMedo. Sob o aplauso de muitas pessoas. Assista o vídeo abaixo.



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