2 mil pessoas em Estreito-MA para atuar na Origine Group

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O Governo do Estado vai qualificar, por meio do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), jovens e adultos de Estreito, na Região Sul, para ocuparem vagas de empregos que estão sendo geradas pela empresa Oginine Group. A empresa, que atua no âmbito da produção de carne, algodão e café, está se instalando no município onde vai atuar na produção de carne do tipo Premium. A meta é qualificar cerca de duas mil pessoas no curso técnico em processamento de alimentos que terão mercado de trabalho ao final da qualificação.

“Esta é a primeira grande parceria do Iema com a iniciativa privada. Nossa perspectiva é de que estudantes que concluírem os cursos seja empregados na indústria. É uma parceria que tem empregabilidade direta para aqueles que fizerem os cursos, o que é motivo de alegria para nós. Isso contribui para o processo de fortalecimento institucional do Iema, pois é focado em um arranjo produtivo concreto, em um investimento concreto que vai gerar emprego e renda e melhorar os indicadores da região”, disse o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, durante visita à empresa na última terça-feira (8).

Na ocasião, o secretário se encontrou com o representante do grupo empresarial Oginine Group, Júlio Resende, para tratar sobre a qualificação. A visita às instalações da empresa foi ainda para constatar o avanço do empreendimento na aquisição de duas grandes áreas. Uma delas será usada para o confinamento do gado e a outra para a indústria frigorífica. Segundo Júlio Resende será a melhor indústria frigorífica do mundo com tecnologia para resfriamento de carne e cortes halal, que é para os países árabes, e cortes para o mercado europeu e americano.

“A Origine constitui um grande empreendimento com futuro promissor para a região e que já está gerando emprego. Já tem mais de 100 empregos diretos para a implantação da fazenda de confinamento, fase em que eles estão agora”, observou o secretário.

A Secti deverá firmar um acordo de cooperação técnica com a empresa tendo por intermediação o Iema. “A ideia é oferecermos dois cursos. Um de técnico integrado na área de tecnologia de alimentos e o de técnico concomitante na área de processamento de alimentos” explicou Jhonatan Almada. Os cursos ligados à cadeia produtiva da carne serão ofertados a partir das estruturas já existentes do Iema de Carolina, Açailândia e Imperatriz. A expectativa é de que sejam iniciados no segundo semestre deste ano.

“Queremos privilegiar comunidades maranhenses que apresentam carências socioeconômicas, educacionais e tecnológicas”, disse Júlio Rezende. “Estou com muito otimismo e o apoio que temos recebido do governo para nos instalar no Maranhão tem sido fundamental para a execução do projeto”.

Elizete Silva
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