Roubo, agora, somente o refinado

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O fim de 2016 nos confirma uma certeza: de fato, houve golpe no País em vez de impeachment. A presidenta Dilma Rousseff foi afastada sem crime algum de responsabilidade ou crise de impopularidade como queriam alguns.

Houve, sim, mais um aperto na torneira da corrupção do País que começou a ser estancada após a posse do presidente Lula em 2002. Primeiro, com o ex-presidente, liquidou-se a modalidade refinada e em seguida, com Dilma, os subprodutos, como a merla e o crack estão para a cocaína.

Agora, retornou, apenas, a corrupção refinada, explorada pelas altas cúpulas do PSDB em consórcio com o PMDB, e que foi muito bem desbaratada em A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro, ainda em 2012.

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Pois isso, as PECs 241 e 55, a Entrega do Patrimônio à Oi e a venda de petróleo a preço de banana para a francesa Total. Tudo dentro da lei. Estão sem espaços, momentaneamente, o super-faturamento, a licitação dirigida, entre outros crimes.

Amaury Ribeiro, autor de A Privataria Tucana. Foto: Conversa Afiada

Os tucanos miúdos, mais para beija-flor-abelha que nem o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e seus outros colegas de Congresso dos cleros miúdos do PMDB e do DEM estão sem acesso a esta dinheirama, por isso a chiadeira.

Enquanto mantiver a venda do País, legalmente, Temer terá sobrevida, pois contará com o apoio da maioria do PSDB. Mas, o baixo clero exige a fatura. E essa será a disputa interna até o fim do seu desgoverno.

Frederico Luiz
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