Oposição no MA: entre o Infiel e os 50 Reais

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Governar é uma tarefa para lá de difícil. O cientista político Jaldes Meneses considera a tragédia da atividade política como inerente e deve ser sempre levada em conta.

Então, por extensão, a atividade de fazer oposição é ainda mais difícil e ainda mais trágica.

No Maranhão, passados dois anos da posse do governador Flávio Dino (PCdoB), essa tragédia fica bem clara aos olhos do contribuinte, do eleitor, do povo.

Apesar de erros ainda profundos, como a falta de arrojo na implantação do Sim, Eu Posso, para a erradicação do analfabetismo, o governo estadual acerta muito mais do que erra.

A oposição, ao contrário, divide-se entre aqueles que se mostram como o Infiel e os dos 50 Reais.

Infiel
Os primeiros apoiaram Flávio Dino e em menos de dois anos se mostram arrependidos. O eleitorado os derrotou nas disputas municipais deste ano. Afinal, ao agir dessa forma, admitem um erro Crasso e, portanto, sem condições de indicar novos rumos por algum tempo. Com estes, a reconciliação está mais próxima, pelo menos na base.

50 Reais
Os segundos, no recente episódio do pacote estadual, apenas criticaram o ajuste fiscal. Porém, esconderam suas propostas para a crise que são as mesmas do governo federal: corte do funcionalismo, aumento da contribuição previdenciária dos servidores estaduais e redução dos programas de investimentos, a exemplo do Mais Asfalto. Para estes, faltaram-lhes os 50 Reais.

Então, músicas natalinas para a oposição que governou meio século e ainda está no jardim da infância da atividade oposicionista.

Frederico Luiz







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