Islândia saiu da crise após negar ajuda a bancos

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Após a crise financeira de 2008, a Islândia chegou a ter 11,9% de desemprego, taxa inédita para o país, e perdeu 8% de sua riqueza. A partir de 2011, a ilha começou a recuperar a sua economia, e, em 2015, a taxa de desemprego estava entre 3% a 4%.

Ólafur Ragnar Grimsson, presidente da Islândia durante o período da crise, acredita que parte da recuperação econômica se deve ao fato de que não foram aplicadas medidas de austeridade, conforme aconselhado por órgãos internacionais como a Comissão Europeia.

Em matéria publicada no El País em 2015, o então presidente islandês havia participado de uma conferência na Espanha e recomendou que a União Europeia deveria tirar conclusões sobre a recuperação da Islândia. Ele também pediu para que fosse buscado um equilíbrio entre a democracia e os interesses econômicos.


Para Grimsson, a população não deve sofrer com medidas de cortes orçamentárias. A Islândia adotou uma combinação que envolveu a renegociação da dívida e a desvalorização da moeda. Desde 2008, são mantidos controles sobre o capital e a livre circulação de fundos.

Na época, o país decidiu, em plebiscito, que não iria socorrer seus bancos. A Islândia também puniu dirigentes das instituições financeiras consideradas culpadas pela crise.

Atualmente, o país de 320 mil habitantes tem a indústria de alumínio, das exportações de pesca e do turismo como suas principais atividades econômicas.

Jornal GGN
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