Aquarius brilha e cai o seu algoz

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Não dá para dissociar duas notícias de hoje.

A primeira, que o filme brasileiro Aquarius venceu o Prêmio Fênix de Cinema Iberoamericano em duas categorias: melhor diretor, com Kleber Mendonça Filho, e melhor atriz, Sonia Braga.

A segunda, que pediu demissão o Secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura o economista Alfredo Bertini, responsabilizado por “mexer os pauzinhos” para que Aquarius não fosse indicado representante brasileiro na disputa do Oscar.

A arte sempre leva a melhor e dá orgulho ao ler e ver Sonia Braga sendo reconhecida, para além da linda mulher, como grande atriz que é e, morando longe, conservar-se brasileira e preocupada com o seu povo e nossas liberdades.


E saber que um jovem, como Wagner Moura, apresentador do prêmio, não perdeu o rumo e é capaz de dizer que “o cinema brasileiro é um cinema político”.
Esse filme sintetiza a resistência dos artistas à ditadura militar e, agora, ao que eu chamo o golpe político contra uma presidenta eleita. (Wagner Moura)
É político, sim, porque não há arte sem liberdade, não há arte sem humanidade, não há arte na bajulação medíocre, que é capaz de fazer da sabujice a sua estética, o seu discurso e os seus atos.

Fernando Brito, Tijolaço




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