Taça Ilha Favela: 3ª etapa começa sábado

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Dos 34 times de futebol inscritos na ‘1ª Taça Ilha Favela’, 14 estão na terceira etapa do campeonato, que começa neste sábado (19). As disputas das semifinais seguem nos bairros do Sá Viana, Coroado e na Cidade Operária, em São Luís, até este domingo (20). O evento é realizado pelo Governo do Maranhão em parceria com a Central Única de Favela (Cufa) e faz parte da programação do ‘Novembro pela Paz’, um mês destinado a promoção da cultura de paz entre as comunidades, estão sendo realizadas diversas ações culturais e esportivas visando estimular uma melhor convivência e respeito entre os maranhenses.

A ideia da ‘1ª Taça Ilha Favela’ é levar o esporte e a cultura aos moradores de ocupações da Região Metropolitana de São Luís. Para esta edição, o Governo do Estado investiu exatos R$ 288 mil por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Terceira etapa da ‘Taça Ilha Favela’ começa neste sábado (19)

Terceira etapa da ‘Taça Ilha Favela’ começa neste sábado (19)
Flamenguingo está na semi-final. Foto: Gilson Teixeira
As equipes Flamenguinho (Sá Viana) e 29 Amigos (Cidade Olímpica) seguem em destaque na disputa. Sem perder nenhuma partida, Flamenguinho, derrotou os times do Esporte e Reação, ambos do bairro Sá Viana, garantindo uma vaga na semifinal. Já o time dos 29 Amigos ficou em evidencia após bater de goleada no time do RV, da Cidade Operária, também alcançando uma posição na semifinal do campeonato.

Nesta fase, ‘mata-mata’, todos os 14 jogam neste sábado (19) e os que ganharem se enfrentam no domingo (20). Os times que ultrapassarem a fase deste fim de semana seguem na disputa pela primeira colocação que vai receber o prêmio de R$ 3.000,00, em solenidade de confraternização no dia 26 de novembro. Já para a segunda posição a quantia da premiação é de R$ 2.000. E o time que ficar com o terceiro lugar bronze receberá valor de R$ 1.000. Os jogos estão sendo transmitidos pela Rádio Timbira e a final, também, pela TV Guará.

Um dos coordenadores da Cufa e organizador do ‘Taça Ilha Favela’ em São Luís, Emerson Melo, que também é instrutor de oficina de grafites, fala da importância do campeonato para os atletas amadores e para a união das comunidades. “A oportunidade que estamos dando para essa turma é de colocar em prática o futebol, e que através do esporte se pode recuperar a autoestima e incentivar a fazer outras coisas e dizer que a comunidade pode estar junta”, comentou.

O morador da Cidade Operária e presidente do Instituto Fernandes Costa, Tancredo Jerônimo, fala da importância do apoio do Governo do Estado para que a Cufa colocasse a Taça Ilha em prática. “É a primeira vez que chega na Cidade Operária um projeto que proporciona as escolinhas de categoria de base, ou em formação, uma participação dessa em que o Governo e a Cufa estão trazendo, nós não temos custo nenhum, tem alimento, um lanche depois das partidas e sem falar da equipagem de primeira que estamos recebendo, a melhor malha está vestindo os nossos atletas”, ressaltou.

Intervenção de Grafite

Paralelo aos jogos realizados nos finas de semana na 1ª edição na copa “Taça Ilha Favela”, uma turma de grafiteiro está imprimindo suas artes no campo de futebol. A ideia é levar aos jovens dessas comunidades a arte e um pouco da história do futebol por meio do grafite.

Para abranger toda programação que vem acontecendo desde o dia 5 e se estende até o dia 26 de novembro, foram rascunhados diversos roteiros, dando ênfase ao esporte e a cultura, dentro da intervenção artística. “Nós desenvolvemos um projeto para atender a necessidade de cada área. Sabemos que se trata de uma mesma cidade, mas cada um vive uma realidade, então, a nossa equipe vai realizando as intervenções de acordo com o que cada comunidade demanda”, ressaltou Emerson Melo.

Show Preto Nando

Ainda como ação do ‘Novembro pela Paz’, o rapper Preto Nando apresentou o show ‘Hip Hop Rua pela Paz’, na Praça Nauro Machado, em São Luís. O rapper, uma das maiores referências do hip hop maranhense, ‘fez a festa’ com atrações como o DJ Grafite B Boys e grupos de street dance.



O show misturou elementos do Rap com a cultura popular maranhense em releituras que passam pelo reggae, tambor de crioula, funk, zabumba entre outros ritmos. A mistura sonora do eletrônico envolve DJ, Loops, colagens e Scraths, juntamente com o acústico da banda que leva para o público a mais pura mistura de linguagens musicais.

Dyego Rodrigues, Agência de Notícias Maranhão
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