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Resultados da eleição nos EUA

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As questões-chave para acompanhar a apuração da eleição nos EUA

Quase dois anos após o início de uma das mais acirradas e tumultuadas campanhas eleitorais da história recente dos Estados Unidos, o pleito que definirá o próximo presidente americano chega ao fim nesta terça-feira.

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A ex-secretária de Estado Hillary Clinton, que concorre pelo Partido Democrata, e o empresário Donald Trump, do Partido Republicano, são os únicos candidatos com chances de vitória.
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Quando sai o resultado?

No leste dos EUA, muitos Estados iniciam a votação às 7h locais (10h de Brasília) e a encerram por volta das 19h30 (22h30 de Brasília). Em vários locais, eleitores puderam votar antecipadamente nas últimas semanas.

Resultados parciais começam a ser divulgados assim que as urnas forem fechadas, e TVs americanas costumam projetar o vencedor em cada Estado. No extremo oeste dos EUA, por causa do fuso horário, a votação só deve se encerrar às 2h da manhã da quarta-feira (horário de Brasília).
EUA - Clique na imagem e veja o resultado da apuração
Provavelmente se saberá quem venceu a eleição entre as 2h e 4h (horário de Brasília) da quarta. Os resultados finais, porém, só devem ser conhecidos depois que o Alasca e o Havaí - últimos Estados a votar - divulgarem suas contagens, ao longo da quarta-feira.

Como é a contagem dos votos?

Diferentemente do sistema brasileiro, nos EUA a eleição presidencial é indireta. Cada um dos 50 Estados americanos tem um determinado número de votos no Colégio Eleitoral, baseado no tamanho da sua população.

Exceto por Maine e Nebraska, que seguem regras diferentes, nos demais Estados o candidato mais votado pelos eleitores leva todos os votos desse Estado no Colégio Eleitoral. Há 538 votos no Colégio Eleitoral. Para vencer a eleição, um candidato precisa de ao menos 270 votos.

Americanos decidem nesta terça quem será o presidente do país pelos próximos quatro anos
Americanos decidem nesta terça quem será o presidente do país pelos próximos 4 anos. Foto: AFP
Se nenhum candidato ultrapassar a marca ou houver empate em 269 votos, caberá à Câmara dos Deputados (Casa dos Representantes) decidir quem será o presidente. Os Estados com mais votos no Colégio Eleitoral são Califórnia (55), Texas (38), Nova York (29) e Flórida (29).

O que são 'Estados-pêndulo' e quais são as disputas decisivas?

Com base em pesquisas e em resultados de eleições passadas, é possível prever com relativa segurança como boa parte dos Estados americanos votará. Por exemplo: Trump provavelmente ganhará em Mississippi, Estado que costuma votar em candidatos republicanos e onde ele lidera com folga nas pesquisas, assim como Hillary deve vencer com facilidade na Califórnia, Estado historicamente identificado com o Partido Democrata e com grande população latina.
Se Trump perder, será por causa de mulheres e minorias, indica pesquisa
Por isso, as disputas mais observadas no dia da eleição são as dos chamados "swing states", ou Estados-pêndulo, em português, onde as pesquisas apontam maior equilíbrio entre os candidatos e não há clara preferência por democratas ou republicanos. Como o voto nos EUA é facultativo, vence o candidato que conseguir motivar mais eleitores a apoiá-lo nas urnas.

Abaixo algumas disputas estaduais que podem definir o resultado da eleição:

Carolina do Norte
(15 votos no Colégio Eleitoral; urnas fecham às 22h30 de Brasília)
O Estado fica no sul dos EUA, região onde o Partido Republicano tem mais força, mas em 2008 votou pela eleição do democrata Barack Obama. Na média de pesquisas compiladas pelo site RealClearPolitics, Trump está 1,2 ponto percentual à frente de Hillary.

Vencer na Carolina do Norte é importantíssimo para Trump, e o empresário conta principalmente com eleitores brancos sem ensino superior para derrotar a rival.

Já a democrata depende de um alto índice de votação de eleitores negros para ganhar. Eles são pouco mais de um quinto da população local, mas demonstram forte preferência pela candidata. Se ela vencer no Estado, o caminho de Trump para a Casa Branca se torna muito difícil.

Ohio
(18 votos no Colégio Eleitoral; urnas fecham às 22h30 de Brasília)
Trump lidera com 2,2 pontos de vantagem na média de pesquisas, mas entre os eleitores que já votaram Hillary está 7 pontos percentuais à frente. Desde 1964, o candidato que ganha no Estado também ganha a eleição geral.

Flórida
(29 votos no Colégio Eleitoral; urnas fecham às 23h de Brasília)
É o maior e mais disputado "Estado-pêndulo". Trump tem 0,3 ponto percentual de vantagem sobre Hillary e é o candidato preferido de eleitores brancos que vivem no centro da Flórida.

Hillary, porém, tem motivos para estar otimista: nos últimos dias, um número recorde de eleitores latinos - que são quase um terço da população local e preferem largamente a democrata - votou antecipadamente no Estado. Se ela vencer na Flórida, dificilmente Trump conseguirá ultrapassá-la na contagem final (desde que as pesquisas nos demais Estados se confirmem).

Pensilvânia
(20 votos no Colégio Eleitoral; urnas fecham às 23h de Brasília)
Hillary lidera com 2,8 pontos na média de pesquisas e conta com o apoio de eleitores escolarizados e negros.

Para vencê-la, Trump precisa de um alto índice de votação entre brancos sem ensino superior. Ele também espera receber forte apoio de áreas do Estado onde há exploração de carvão (Trump prometeu pôr fim às regras ambientais que restringiram as atividades no setor nos últimos anos).

Califórnia
(55 votos no Colégio Eleitoral; urnas fecham às 2h de Brasília na quarta-feira)
O Estado é um reduto do Partido Democrata e deve dar uma vitória confortável a Hillary. Se ela vencer ao menos parte das disputas acima e confirmar o favoritismo nos Estados onde lidera com folga, é possível que a Califórnia defina o resultado da eleição.

Já para Trump seria desejável alcançar os votos mínimos para vencer a eleição antes que o resultado na Califórmia seja contabilizado. Caso contrário, mesmo que chegue a esse ponto da contagem com boa folga, a Califórnia poderá embaralhar a corrida e fazer com que o vencedor seja definido por uma margem mínima de votos.

João Fellet, BBC Brasil
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