Capacitação quer conscientização sanitária

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou nessa segunda-feira (07), o ‘Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde’, realizado no Convento das Mercês, com carga horária de 40 horas. A capacitação é voltada para profissionais de saúde, ou que possuam atuação na Atenção Básica, e integrantes do controle social, aprovados em seletivo por meio de edital nacional, realizado pelo Ministério da Saúde (MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O curso formará 18 educadores em saúde que serão multiplicadores para 315 educandos, prioritariamente, na região metropolitana; em municípios com menor IDH; e nas regionais de saúde de Bacabal, Barra do Corda, Pedreiras, Caxias, Presidente Dutra e Chapadinha.

Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular
Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular, no Convento das Mercês. Foto: Julyane Galvão
A Educação Popular em Saúde no SUS (Edpop-SUS) é importante para a construção da cidadania e participação social na medida em que contribui para a criação de uma nova consciência sanitária das políticas públicas. Segundo a chefe do Departamento de Educação em Saúde da SES, Claudiana Cordeiro, há cerca de um ano e meio essa política tem se consolidado no Estado e configura um importante avanço no Maranhão.

“Estamos trabalhando para descentralizar essa política de educação popular no estado fortalecendo as equipes de atenção básica, o controle social, que são as lideranças comunitárias, e os representantes dos conselhos municipais de saúde. Conseguimos alcançar esse objetivo formando novos educadores e através das práticas integrativas e educativas dentro dos processos de trabalho a serem desenvolvidos na Atenção Básica”, explicou Claudiana Cordeiro.

O vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Antonio Pereira, considera a discussão um importante elo a ser construído. “Os profissionais de saúde e as lideranças comunitárias precisam ter conhecimento de educação popular e necessitam ampliar essas informações. Nós temos públicos vulneráveis no Maranhão como o índio, o cigano, quilombola, etc, que precisam de uma atenção diferenciada, com a didática de pessoas capacitadas e bem instruídas para consolidar essa educação popular em saúde, que viabiliza maior afinidade entre profissionais e comunidade”, pontuou Antonio Pereira.

A consultora em saúde e participante do curso, Magda Aparecida Gonçalves, avalia como um ganho para profissionais e população esse investimento. “Estamos tendo um início interessante. Considero que a educação popular tem um jeito de chegar às pessoas de uma forma mais efetiva, por meio de uma linguagem horizontal. Uma parte das pessoas não se preocupa com isso ao falar com a população. Nós estamos aqui para sermos treinados e passar a ser essa ponte de informação”, disse a educadora em formação.

“A atenção do Estado voltada para essa política trata-se de um marco para a saúde, partindo do princípio que ela está se fortalecendo, e que precisamos fazer com que o Maranhão tenha, em todos os seus municípios, o entendimento do que é a educação popular em saúde e suas contribuições no dia a dia das pessoas, influenciando em sua qualidade de vida. Caracterizando, assim, um governo singular e que tem conseguido ampliar esse projeto no âmbito da gestão estadual”, completou Ana Luiza Borges, uma das coordenadoras do projeto Edpop-SUS.

Mariana Martins, Agência de Notícias Maranhão
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