Assis Ramos prefere salário de delegado

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Decisão de Assis Ramos gera economia de R$ 1,1 milhão

Com a decisão tomada pelo prefeito eleito de Imperatriz, delegado Assis Ramos, do PMDB, em abrir mão do salário de gestor municipal, que se aprovado pela Câmara de Vereadores, passará de R$ 18 mil para R$ 23 mil, o município vai economizar mais de R$ 1 milhão e R$ 104 mil, durante os quatro anos de seu mandato.

Assis Ramos já deu sua palavra que vai mesmo continuar recebendo seus vencimentos de delegado de policia que hoje é de pouco mais de R$ 22 mil. Esse valor está abaixo do novo salário de prefeito, se aprovado pela Câmara de Vereadores, que será de R$ 23 mil.

Sua decisão é baseada no artigo 38, da Constituição Federal, que em seu inciso segundo, rege que o servidor público investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado o direito de optar pela sua remuneração, quer seja de servidor ou de gestor municipal.

Casos como esse também acontecem em outras unidades municipais. Um dos exemplos está no vizinho estado do Tocantins, onde o perito criminal Gilmar Ribeiro Cavalcante, está de licença do cargo para cumprir o mandato eletivo do município de Barra do Ouro, distante 424 quilômetros de Palmas.


No Tocantins, o salário de um perito criminal é de R$ 13.532,60 e o de prefeito da cidade de Barra do Ouro, é de R$ 6 mil, sendo que Gilmar Ribeiro, do PMDB, optou pela manutenção da remuneração mensal de servidor público do estado.

Já em Belém, no estado do Pará, o prefeito Zenaldo Coutinho, do PSDB, abriu mão do salário de gestor municipal da capital paraense, para receber, apenas, a remuneração da aposentadoria – um direito constitucional após 33 anos de contribuição à previdência, na função de ex-deputado.

Zenaldo Coutinho foi reeleito, em segundo turno, nas eleições municipais de Belém, no dia 30 de outubro, com 396.770 votos, o que corresponde a 52,33% dos votos válidos, contra 361.376 de Edmilson Rodrigues (PSOL) que correspondem a 47,67%.

Além dos casos registrados em cidades da região norte do Brasil, no município de Santa Cruz do Sul, interior do Rio Grande do Sul, o prefeito reeleito Telmo Kirst, do PP, abdicou do salário de R$ 24 mil do executivo e continua recebendo o salário de uma aposentadoria parlamentar, equivalente a R$ 17,5 mil, além do que ganha como empresário.

Léo Costa, Pingo no I
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