A quem o deputado Hildo Rocha quer enganar?

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O deputado federal do PMDB-MA foi a tribuna da Câmara Federal, ainda no dia 10 de novembro deste ano, para atacar o governador Flávio Dino e dizer que o Maranhão está mais violento após a sua posse em janeiro do ano passado.

Sete dias após o pronunciamento, sua equipe finalmente conseguiu colocar 1min51s no Youtube e hoje, finalmente, nesta quinta-feira, 17, ele pode voltar a carga nas redes sociais e na sua página na web.

Para tanto, usou os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, sem antes, claro, distorcer os dados e tentar incutir que o Maranhão, de fato, piorou de um ano para outro. Tenta colocar o paraíso em 2014 e o inferno a partir de 2015. Mas, a verdade é outra.

Em 2013, o insuspeito portal iDifusora, de propriedade do ex-senador Lobão Filho, aliado de primeira hora de Roseana, constatava o aumento da violência no Maranhão. A Aldeia reproduziu:
No Maranhão, foram 204 óbitos em 2000, contra 907 registrados no ano 2010. No Nordeste, a maior parte das Unidades Federativas apresenta elevados índices de crescimento, com destaque para o Maranhão, cujo número de vítimas cresceu 344,6% na década.
O mesmo anuário mostrava o que acontecia nos anos do governo Roseana Sarney. O Maranhão da Gente publicou e a Aldeia republicou:
A violência no Maranhão triplicou nos últimos dois anos. O levantamento feito pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o estado foi um dos que apresentou maior crescimento no índice de violência: entre 2009 e 2011 somando-se a taxa de homicídios e o de latrocínios chegamos a um assustador crescimento de 259,3%.
Isto é, até 2014, em vez do paraíso, ano após ano, os indicadores foram piorando no estado.

A partir do Anuário 2016 (publicamos na íntegra mais abaixo), pode-se deduzir que os indicadores de Segurança Pública melhoraram de forma significativa na capital do Estado, São Luís. É notória a diminuição da influência das facções em Pedrinhas com a diminuição das rebeliões e das mortes, entre outros casos.

Em São Luís, também diminuiu o número de estupros e homicídios, como se pode averiguar nesta publicação da Aldeia.

Mas, se a violência diminuiu na Ilha, na zona metropolitana de São Luís, e aumentou no estado, então deve se concluir que o governador Flávio Dino descuidou do continente. Porém, a secretaria de Segurança Pública informa por meio de Nota Oficial (veja mais abaixo) que dos anuários anteriores eram retirados os dados de 80 municípios, ou seja, acontecia o fenômeno do subregistro. Atualmente, a confiabilidade dos números do Maranhão é elogiado pelo Anuário.

A cada dia que passa, o mundo moderno exige mais. De bravata em bravata colhe-se, apenas, as derrotas das urnas. Colhe-se o fracasso de crítica e de público. Menos de uma centena de internautas se interessaram na visualização do pronunciamento de Hildo Rocha, ex-editor de jornal em Imperatriz-MA, ex-prefeito de Cantanhede-MA e ex-secretário numa das gestões de Roseana Sarney.

Apenas 58 internautas visualizaram o discurso de Hildo Rocha até às 19h42min de quinta, 17. Imagem: Youtube




10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Sobre os dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) esclarece que:

A comparação de eventos morte no Estado do Maranhão entre os anos de 2014 e 2015 não se baseou nos mesmos parâmetros, uma vez que os dados analisados são heterogêneos. No ano de 2014, 80 municípios maranhenses, ou seja, mais de 36% do total, não foram contabilizados na consolidação da estatística oficial do Estado, cujos dados referentes a estas cidades apareciam zerados. Ciente da deficiência, a atual gestão corrigiu a aferição de dados com a criação da Unidade de Estatística e Análise Criminal da SSP e incluiu tais municípios na estatística oficial. Além disso, incluiu 18 representantes de estatísticas nas Unidades Regionais, no sentido de coletar números exatos;

A metodologia utilizada para a composição dos dados do Anuário diverge da metodologia oficial estabelecida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que utiliza o termo ‘Crimes Violentos Letais Intencionais’ (CVLIs) para contabilizar homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte. Já o Anuário inova com a expressão ‘Mortes Violentas Intencionais’ (MVI), que inclui na contabilização de óbitos, as intervenções policiais em que há o confronto entre as polícias e o criminoso;

A SSP esclarece que, devido à intensificação do combate à criminalidade em todo o Estado, decorrente da reestruturação do Sistema de Segurança Pública com acréscimo de 1500 policiais e 423 novas viaturas, houve mais confrontos entre as polícias e o criminoso, aumentando consequentemente o número de mortes entre as partes;

O Governo também passou a realizar contabilização qualitativa dos CVLIs de todo o Estado, expondo-os minuciosamente por meio de tabela com data, hora, nome da vítima, idade, arma utilizada, região, bairro etc., para uma melhor análise e combate estratégico às modalidades criminosas;

Na Região Metropolitana da Grande Ilha, em que é possível uma comparação entre bases iguais de dados, houve redução de 20% nos registros de CVLIs de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2014;

Acerca da divulgação dos números do 10º Anuário de Violência, o Estado do Maranhão destaca-se como um dos entes federativos com estatística confiável de dados de homicídios;

Por fim, a SSP acrescenta que o Estado do Maranhão possui um dos melhores índices de número de homicídios por 1000 habitantes, por ano.
(Nota Oficial da Secretaria de Segurança Pública, Agência de Notícias Maranhão)


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